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Por que investir em franquias é um grande negócio

Carlos Raimundo dos Santos

As franquias no Brasil, segundo dados do Sebrae, possuem chances de sucesso cerca de cinco vezes maiores que as empresas comuns. Estamos falando de mais de 3.000 redes espalhadas por todo o país e no exterior, com crescimento bem acima do crescimento médio de nossa economia, e que já são responsáveis por uma fatia de 1/37 do PIB brasileiro.

A “mágica” se dá pelo fato de se tratar de modelos de negócios testados, com alta padronização, alto valor agregado e diferenciais difíceis de serem copiados, que conseguem, não raramente, dar lucro acima de 15% do faturamento, podendo até ultrapassar a casa dos 30%.

Como se pode notar, são números que enchem os olhos e, por que não se dizer, os bolsos daqueles que tiveram um olhar atento ao desempenho desses negócios.

Logicamente, nesse universo, existem aquelas de desempenho ruim e aquelas com desempenho excepcional, chegando a remunerar astronomicamente o capital investido, com números até mesmo acima dos dois dígitos por mês. Via de regra, grande parte remunera com o dobro dos CDBs para cima.

“Ok, mas de que adianta remunerar tão bem se eu não quero ficar à frente do negócio?”.

Pois isso já é coisa do passado. Atualmente, é possível ser um investidor de uma franquia sem permanecer à frente do negócio, deixando a gestão para profissionais devidamente orientados pela franqueadora. O investidor fica a par do desempenho, o que pode ocorrer por meio digital; e pode acompanhar a operação por meio dos indicadores do negócio, que não são apenas financeiros, mas em todas as áreas empresariais, como marketing, pessoas e logística, por exemplo.

Na verdade, o investidor tem a opção de adquirir todas as cotas e candidatar-se a gerir o negócio. O potencial franqueado passa por um crivo rigoroso e exigente e, caso se qualifique, poderá adquirir uma franquia e terá acompanhamento na implantação e durante a operação.

O modelo de investidor que não opera foi inspirado na economia norte-americana, onde os cidadãos investem nas companhias, nas S/As. No Brasil essa modalidade de empresa é mais rara e considerada custosa. A opção do modelo de investimento em franquias vem substituir, de certa forma, as S/As. A figura das ações transformam-se em cotas e o investidor é sócio e não administrador.

Como sócio investidor receberá sua cota correspondente dos lucros auferidos.

Considerando-se que em 10 anos 75% das franquias permanecem saudáveis – tomando o universo todo para análise – a lógica é que, se o investidor escolher as franquias onde investir com base em bons critérios, o risco de insucesso passa a ser ainda menor.

 

Carlos Raimundo dos Santos é administrador e consultor da Salomão Santos Consultoria e Tecnologia.

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