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Agro rico, mesa vazia em Lucas do Rio Verde

Foto: EBC

O município de Lucas do Rio Verde, vitrine do agronegócio e polo do etanol de milho, depende de alimentos trazidos de outros estados e até de outros países. Dominada pelo monocultivo de grãos, a cidade abriga poucos produtores de agricultura familiar, que relatam escassez de água, perda de lavouras e avanço urbano sobre suas terras. Destaque em reportagem do Intercept Brasil, Lucas é vendida como símbolo de progresso e agro sustentável, mas não consegue sequer alimentar seus moradores.

Apesar do discurso oficial, mais de 80% do hortifruti consumido no município vem de fora. A apuração aponta ainda impactos ambientais, climáticos e na saúde, associados ao uso intensivo de agrotóxicos. (Intercept) 

 

COLUNA

Adriana Mendes

Informações de política, judiciário e meio ambiente.

Um problema, uma ideia e 213 cidades depois

A trajetória do mato-grossense Guilherme Barbosa Amaral, de 27 anos, fundador do aplicativo Aonde Ir Passageiro, começou com um simples “não” de um taxista em Juara (MT). A recusa virou indignação, e a ideia ganhou forma. Sem formação especifica em tecnologia, ele buscou conhecimento e desenvolveu um MVP (versão mínima viável do produto), que decolou após um grande evento local. A demanda explodiu, motoristas aderiram e o serviço se consolidou mesmo sob resistência inicial. Seis anos depois, o Aonde Ir Passageiros já vendeu franquias para 213 cidades e planeja expansão internacional.

Leia a entrevista exclusiva à coluna  para conhecer desafios, viradas e aprendizados do jovem empresário mato-grossense.

 

Foto: Reprodução

Relatório aponta plano para atacar juiz em presídio

Um relatório de inspeção aponta uma suposta tentativa de atentado contra o juiz Marcos Faleiros da Silva e outras autoridades durante audiência em um presídio de Sinop (MT). Segundo o documento, um detento relatou a existência de um plano para atacar os participantes da inspeção, em meio a falhas graves de segurança.
O texto menciona acusações contra a direção da unidade e promessa de benefícios ao preso envolvido. A sequência de episódios gerou sensação de intimidação e levou o magistrado e a equipe a deixarem a cidade no mesmo dia.

A inspeção constatou a prática de tortura por agentes prisionais. Segundo o relatório, era utilizado o chamado “procedimento”, com imposição de posturas degradantes e dolorosas, além de outras técnicas, como disparos de balas de borracha, uso de spray de pimenta, espancamentos e intenso sofrimento psicológico. 

A Secretaria de Justiça (Sejus) instaurou uma sindicância para apurar a suposta conspiração. O governador Mauro Mendes (União) afirmou que é necessário aprofundar as investigações antes de qualquer conclusão e garantiu “punição aos responsáveis” (MídiaNews/Gazeta/Olhar Direto)

PT de Cáceres corre risco de suspensão por irregularidades

A Justiça Eleitoral reconheceu que o diretório do PT em Cáceres não prestou as contas de campanha das eleições municipais de 2024 e pode deixar de existir no município. A medida, porém, não é automática e depende do ajuizamento de uma ação judicial específica, que pode ser proposta por representantes partidários ou pelo Ministério Público Eleitoral. Caso a suspensão seja confirmada, o diretório municipal poderá sofrer restrições severas, como impedimento de funcionamento regular e dificuldades para acessar recursos públicos destinados aos partidos. (Olhar Direto)

AMM Itinerante atende 55 municípios em MT

O programa AMM Itinerante, que leva orientações técnicas e atendimentos especializados diretamente aos municípios, percorreu quatro regiões de Mato Grosso em 2025. A iniciativa, segundo balanço anual, atendeu 55 municípios, reuniu mais de 500 participantes e ofereceu palestras em áreas estratégicas da gestão pública. Segundo o presidente da AMM, Leonardo Bortolin, os encontros fortaleceram o diálogo, o intercâmbio de soluções práticas e o desenvolvimento municipal. (AMM)

 

Foto: Divulgação/Banco Master

Toffoli autoriza retomada das investigações do caso Banco Master

O ministro Dias Toffoli autorizou novas diligências da PF na investigação sobre fraude de R$ 12 bilhões envolvendo o Banco Master. A decisão prevê depoimentos, oitiva do Banco Central, quebra de sigilos e requisição de dados, com prazo inicial de 30 dias.Toffoli também determinou que todas as decisões sobre o caso fiquem concentradas no STF. (Estadão)

Motociclistas respondem por 72,56% dos gastos do SUS

Dados do Ipea indicam que os gastos do SUS com internações por acidentes de transporte terrestre no estado somaram R$ 5,17 milhões no ano passado. Desse total, R$ 3,75 milhões foram destinados ao atendimento de motociclistas, o equivalente a 72,56% da despesa. O percentual supera a média nacional (57,91%) e coloca o estado em quarto lugar no ranking nacional, atrás de Paraíba (85,15%), Sergipe (81,86%) e Rio Grande do Norte (76,05%). (Gazeta)

Moraes manda formalizar extradição de Ramagem

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública formalize o pedido de extradição do deputado federal Alexandre Ramagem. Condenado a 16 anos de prisão por envolvimento na trama golpista, Ramagem deixou o país antes do cumprimento da pena. A PF investiga as circunstâncias da saída do deputado do Brasil. A principal suspeita é de que ele tenha deixado o país de forma clandestina pela Guiana, com destino a Miami, nos EUA, onde estaria desde setembro deste ano. (Metrópoles)

 

OMS alerta para nova variante da gripe

A nova variante do influenza A (H3N2), o subclado K, deve marcar a temporada de 2025–2026. Na América do Sul ainda não há registros, mas especialistas avaliam que a chegada ao Brasil é provável com o aumento do fluxo internacional de pessoas. Autoridades de saúde chamam atenção para o risco adicional no país diante da baixa cobertura vacinal. A vacinação segue sendo a principal medida para reduzir hospitalizações e proteger grupos de risco. (BBC)

 

Leia o QRCODE ou copie a chave pix: 48.890.006/0001-08

 

Meio Ambiente

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

STF avança contra o Marco Temporal

O ministro Gilmar Mendes votou no STF para derrubar a tese do Marco Temporal, que fixa 1988 como referência para demarcação de terras indígenas. O voto mantém trechos da Lei 14.701/2023, como prazo de 10 anos para concluir demarcações e indenização a ocupantes não indígenas. Mendes defendeu que a data não garante segurança jurídica e reforçou entendimento já firmado pelo Supremo e pela Corte Interamericana. O julgamento ocorre em meio a novo embate com o Congresso, que aprovou uma PEC sobre o tema no Senado.

Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin acompanharam o relator  pela inconstitucionalidade do marco temporal. Dino também defendeu que as regras de visitação sejam definidas pelos próprios indígenas e cobrou a regulamentação da exploração de riquezas naturais prevista na Constituição. (Jota/UOL)

Justiça barra garimpo perto de terra indígena

A Justiça Federal concedeu liminar para suspender a autorização de garimpo em área próxima à terra indígena Sararé (MT). A decisão aponta irregularidades no licenciamento ambiental concedido pelo estado, sem estudo de impacto e sem consulta aos indígenas. A área é ocupada por cerca de 200 indígenas Katitãuhlu, da etnia Nambikwara, que relatam prejuízos ao modo de vida tradicional. A liminar também cita risco de uso da licença para burlar a fiscalização e prevê multas e apreensão de equipamentos em caso de descumprimento. (Folha SP)

 

Economia

Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT

Pescadores aguardam pagamento do seguro-defeso

Cerca de 16 mil pescadores de 22 colônias em Mato Grosso estão sem recursos para pagar as contas devido ao atraso no pagamento do seguro-defeso, que garante um salário mínimo durante a piracema iniciada em 1º de outubro. Para Fernando Francisco de Lima, da colônia Z1, em Cuiabá, a situação é um desrespeito às famílias que dependem da atividade. O Ministério do Trabalho e Emprego, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o INSS não se manifestaram. (Primeira Página)

MT lidera pedidos de recuperação judicial 

Produtores rurais e empresas do agronegócio registraram 628 pedidos de recuperação judicial entre julho e setembro deste ano. O número, o maior desde 2021, representa um aumento de 147% em relação ao terceiro trimestre de 2024, segundo levantamento da Serasa Experian. Mato Grosso liderou o ranking de solicitações de proteção judicial contra credores, seguido por Goiás e Paraná. De acordo com a Serasa Experian, o crescimento reflete a piora das condições de crédito e as dificuldades no fluxo de caixa do setor. (Globo Rural)

Funcionários da Petrobras entram em greve

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) iniciou, nesta segunda-feira (15), uma greve nacional por tempo indeterminado após impasse com a Petrobras sobre o acordo coletivo da categoria. A paralisação foi aprovada pelas 14 unidades ligadas à federação. Segundo a Petrobras, não há impacto na produção de petróleo e derivados. A categoria reivindica aumento real dos salários e critica a proposta da estatal, que prevê reajuste real de 0,5%. Durante um ato no Rio de Janeiro, dois empregados chegaram a ser detidos, mas foram liberados. (O Globo)

 

BYD aposta na OLX 

A BYD passou a vender veículos híbridos e elétricos pela OLX, ampliando sua estratégia digital no Brasil.A parceria segue movimento iniciado pela GWM no Mercado Livre e amplia o alcance das montadoras chinesas nos marketplaces. Com mais de 50 milhões de usuários mensais, a OLX vira nova frente na disputa pelo consumidor de carros zero-quilômetro. (e-commercebrasil)

Carreiras da AGU recebem R$ 4,5 bi acima do teto

Servidores de carreiras da Advocacia-Geral da União (AGU) receberam R$ 4,5 bilhões em pagamentos acima do teto constitucional entre 2020 e 2025, segundo o Movimento Pessoas à Frente. No período, a União desembolsou R$ 12,7 bilhões com honorários de sucumbência. Conforme o levantamento, 7.649 membros da AGU receberam mais de R$ 1 milhão cada por meio do Conselho Curador dos Honorários. Só em 2025, foram pagos R$ 3,8 bilhões acima do limite a 11,7 mil servidores. O conselho contesta os dados e diz que a análise é metodologicamente incorreta, argumentando que o cumprimento do teto deve ser verificado de forma individual e mês a mês. (Folha SP)