

Quando o governo não paga RGA o comércio de Mato Grosso sofre, diz presidente de sindicato

Foto: Divulgação
Antônio Wagner, presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo de Mato Grosso (Sinpaig-MT), afirmou nesta terça-feira (13) que a não aprovação da Revisão Geral Anual (RGA) para os servidores públicos afeta diretamente a economia do estado, especialmente o comércio. Os deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) devem votar a RGA amanhã (14).
Para Wagner, a RGA não interessa apenas ao funcionalismo, mas a toda a sociedade mato-grossense.
Ele ressaltou que, para cada R$ 1 que o servidor recebe de reposição inflacionária, esse valor é gasto no comércio, retornando entre R$ 1,40 e R$ 1,60 em tributos para o estado. Setores como comércio, serviços, turismo interno, indústria local e alimentação dependem significativamente do salário dos trabalhadores.
“Nós, como servidores, consumimos no mercado interno. Então, quando eu não tenho uma reposição inflacionária, eu deixo de ir a um restaurante, eu deixo de comprar uma roupa, ou um pai deixa de comprar um tênis para o filho, e o comércio sofre com a falta do pagamento da reposição inflacionária”, declarou o sindicalista em entrevista à Rádio Massa.
Wagner enfatizou que os servidores do Poder Executivo acumulam uma perda de 19,52% de 2018 até o momento, conforme estudo do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sociais e Econômicas (Dieese), financiado por sindicatos, incluindo o Sinpaig.
Além dos servidores do Executivo, o sindicalista mencionou que os servidores do Poder Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado e Defensoria Pública também enfrentam perdas inflacionárias de quase 15% referentes aos anos de 2020/21, 2021/22 e 2022/23. Ele lembrou que, em 2022/23, a inflação foi de aproximadamente 10,5% (INPC e IPCA), mas o governador concedeu apenas 7%, resultando em uma perda de quase 4%.
A prerrogativa de enviar o projeto de lei para o reajuste da reposição inflacionária dos servidores de todos os poderes, que antes era de cada poder, agora é do chefe do Poder Executivo, conforme decisão do STF com repercussão geral. Isso significa que, desde 2022, o governador Mauro Mendes é quem define o índice inflacionário para todos os poderes.
Wagner criticou a política antisservidor do governo Mauro, que, segundo ele, privilegia algumas categorias enquanto outras ficam no esquecimento, ignorando a importância de todas para a máquina pública.
“A minha carreira não teve o mesmo reconhecimento que carreiras privilegiadas do serviço público. Nós temos mais de 200 profissionais na Secretaria de Fazenda, mas foi a única carreira que não teve nenhum tipo de reconhecimento pelo secretário Rogério Gallo. Isso é uma pena, mas também é sintoma dessa política antisservidor que a gente observa no governo Mauro”, criticou o sindicalista. (Da redação com informações da assessoria)
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