

Governo de MT deixa milhões parados e idosos esperando

Foto: Divulgação
No Fundo Estadual do Idoso, R$ 2,6 milhões em doações seguem travados há dois anos em Mato Grosso, aguardando um simples código orçamentário que a Sefaz ainda não criou. Sem essa formalidade, o dinheiro destinado por empresas e cidadãos não pode sair da conta para financiar ações, programas e editais.
Instituído em 2023, o fundo coleciona entraves desde a origem, da falta de conta bancária a promessas de solução que nunca avançaram. Mesmo pressionado por conselheiros e parlamentares, o governo estadual não oferece previsão para destravar os recursos.
Enquanto isso, entidades que atendem idosos seguem sobrecarregadas, temendo prejuízo irreversível para quem mais precisa. Leia a íntegra da reportagem de Josana Salles e entenda onde está o nó e quem paga a conta.
ALMT entra em plantão e aguarda projeto da RGA
Apesar da convocação e anúncio do governo sobre o projeto da Revisão Geral Anual (RGA), o Executivo não enviou o projeto à Assembleia Legislativa (ALMT), o que gerou inquietação até mesmo na base aliada. O presidente, deputado Max Russi (PSB), afirmou que convocará uma sessão extraordinária em até 24 horas assim que o governo do estado encaminhar à Casa. Mauro Mendes havia afirmado que o índice seria 4,26%, a inflação de 2025. Segundo Russi, os parlamentares estão de plantão para votar a matéria o mais rápido possível. A ausência do encaminhamento pode comprometer o pagamento já na folha de janeiro. (RDNews)
Deputado admite “negociação” de votos
Em áudio de uma conversa na Assembleia, o deputado Paulo Araújo (PP) disse que o projeto da RGA chega ao plenário com poucos votos e que parlamentares “negociam, escondem voto”. Na gravação, o parlamentar aliado de Mauro Mendes diz que o governador mato-grossense “não está preocupado com o servidor”. A fala expõe resistência do Executivo às demandas da categoria. Servidores cobram reposição de quase 20%, enquanto o governo propõe só 4,26%. (PNB Online)
A deputada Janaina Riva (MDB) afirmou que o governo optou por não enviar a proposta de RGA por temer derrota. Janaina diz que a pressão dos servidores cresce e que deputados, em ano eleitoral, sentem o impacto nas bases. “Hoje, temos uma maioria ampla aqui na Assembleia para aprovar um reajuste maior”, avaliou Lúdio Cabral (PT). (Gazeta)
Pedidos de explicações sobre contrato do Museu de Arte
A Assembleia Legislativa aprovou requerimentos dos deputados Valdir Barranco (PT) e Wilson Santos (PSD) que cobram esclarecimentos sobre um Termo de Colaboração de R$ 10,6 milhões para a gestão do Museu de Arte de Mato Grosso. A medida ocorre após o eh fonte revelar, na coluna de Adriana Mendes, uma manobra do governo estadual envolvendo a contratação da Associação Ação Cultural, condenada por improbidade e impedida de contratar com o poder público. Os parlamentares solicitam acesso à íntegra do processo e aos fundamentos legais do acordo. (eh fonte)
MT e vagas de Medicina
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 abre inscrições de 19 a 23 de janeiro, com oferta em 136 instituições. O levantamento mostra as universidades com mais vagas em medicina no país, e a UFMT se destaca no Centro-Oeste, com 80 oportunidades em Cuiabá e 60 em Sinop. Além da ampla concorrência, parte das vagas segue reservada a cotas e ações afirmativas. O sistema passa a considerar a melhor nota do Enem das três últimas edições; o resultado será divulgado em 29 de janeiro. (Folha SP)
Secretário descarta adiamento do ano letivo
Após a gestão do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), adiar em uma semana o início do ano letivo de 2025, o secretário municipal de Educação, Amauri Monge, afirmou que não há qualquer possibilidade de adiamento neste ano. Segundo ele, os alunos da rede municipal retornarão às aulas no dia 2 de fevereiro. Amauri também confirmou a realização da Semana Pedagógica em 26 de janeiro, no Hotel Fazenda Mato Grosso. A expectativa é de que cerca de sete mil professores participem do evento. (Olhar Direto)
EUA suspende emissão de vistos para o Brasil
O governo dos Estados Unidos congelou a emissão de vistos para cidadãos de 75 países, entre eles Brasil, Irã e Rússia. A decisão foi tomada pelo Departamento de Estado e deve entrar em vigor em 21 de janeiro, sem prazo definido para terminar. A medida não afeta os vistos de turismo e negócios. Segundo o governo, a medida é temporária e servirá para reavaliar os critérios de concessão de vistos a países cujos imigrantes “frequentemente se tornam um encargo público” ao chegar aos EUA. (G1)
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Meio Ambiente
Pulverização por drone causa dano ambiental em Salto do Céu
A Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema) investiga a pulverização de uma substância química desconhecida por drone sobre uma área de reserva legal na zona rural de Salto do Céu. O caso foi registrado na comunidade Cecília Antunes, após a Polícia Militar ser acionada por denúncia anônima. No local, os policiais constataram que a vegetação apresentava sinais de murchamento, o que reforça a suspeita de dano ambiental. A área afetada também abriga uma nascente. Moradores foram ouvidos, mas o responsável ainda não foi identificado. (Primeira Página)
Economia
MT puxa a fila da indústria
Mato Grosso liderou o desempenho industrial do país em novembro, com alta de 7,2%, a quarta seguida, segundo pesquisa do IBGE divulgada nesta terça (14). O estado acumula avanço de 16,9% e registra seu melhor resultado para um mês desde março de 2023, impulsionado pelo setor químico.
No balanço nacional, oito dos 15 polos pesquisados cresceram, levando o índice geral ao empate técnico, com variação nula (0,0%). Espírito Santo (4,4%) e Paraná (1,1%) também tiveram retomada. Na contramão, Goiás recuou 6,4%, a maior queda desde 2019. (IBGE)
Consignados do Banco Master são suspensos
O Banco Master, liquidado pelo Banco Central e alvo de investigação da Polícia Federal, teve os descontos na folha de pagamento de cartões de crédito e de benefício suspensos pelo governo de Mato Grosso. A medida também alcança outras dez instituições financeiras. A suspensão foi determinada pela Seplag-MT após a identificação de inconsistências no Sistema Revisa Consignações, como divergências entre contratos e registros oficiais e falta de clareza sobre valores e encargos. Durante o período, inicialmente previsto para até 120 dias, as instituições estão proibidas de cobrar juros, multas ou lançar parcelas acumuladas. (G1)
Operação Compliance Zero — Na segunda fase da ação, a Polícia Federal apreendeu 39 celulares, 31 computadores e 30 armas, além de R$ 645 mil em dinheiro em espécie e 23 veículos avaliados em cerca de R$ 16 milhões. O empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, chegou a ser detido no aeroporto ao tentar embarcar para Dubai, mas foi liberado em seguida. (O Globo)
PF sem acesso – Após determinar que todos os itens apreendidos na segunda fase da operação Compliance Zero fossem entregues “lacrados” e “acautelados”, na sede do STF, em Brasília, o ministro Dias Toffoli voltou atrás e decidiu que o material ficará sob custódia da PGR. Na prática, a medida impede o acesso imediato da Polícia Federal aos itens apreendidos. (Metrópoles)
Bolsa renova máxima histórica
O Ibovespa fechou em alta de 1,96% na quarta-feira (14), aos 165.145,98 pontos, renovando o recorde histórico. O avanço refletiu a leitura de um novo desenho do cenário eleitoral brasileiro, após investidores reagirem positivamente à redução da vantagem do presidente Lula sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o senador Flávio Bolsonaro em eventuais cenários de segundo turno, segundo pesquisa Genial/Quaest. (CNN)
Lula freia emendas do Congresso no Orçamento
O presidente Lula sancionou a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 com veto a R$ 393 milhões em valores que o Congresso havia modificado para inflar emendas parlamentares. Segundo a Casa Civil, o governo ainda deve bloquear outros R$ 11 bilhões que tinham o mesmo destino. Desse total, R$ 7,7 bilhões serão redirecionados para programas sociais previstos na proposta original, enquanto R$ 3,3 bilhões permanecerão bloqueados para cumprimento do arcabouço fiscal. (G1)
Pix não será tributado
A Receita Federal tem reforçado em campanhas de esclarecimento que é falsa a ideia de cobrança sobre o Pix. A Constituição proíbe tributar movimentações financeiras e nenhuma norma cria imposto sobre o sistema. A instrução apenas amplia a transparência para as fintechs, sem monitorar transações individuais. De acordo com o órgão, as fake news confundem a população e favorecem o crime organizado. (Receita)


