COLUNA

Sônia Zaramella

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Relatos e fatos, pessoais ou não, do passado e do presente de Cuiabá e de Mato Grosso.

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Sucesso meteórico leva marca cuiabana a São Paulo

A icônica praça Vilaboim, em Higienópolis, região nobre da cidade de São Paulo, abriga uma loja RACH, marca de Cuiabá que, na capital mato-grossense, alcançou êxito em curtíssimo tempo comercializando salgados artesanais, entre outros snakes (petiscos) libaneses.

O negócio começou em junho de 2023, no bairro Boa Esperança, e, com pouco mais de dois anos, conta já com oito lojas, das quais cinco em Cuiabá, uma em Várzea Grande, uma em Rondonópolis e uma na capital paulista.

À frente da RACH está o doutor em Administração Renato Neder, 45 anos, natural de Várzea Grande e morador de Cuiabá. À coluna, ele recordou que, no primeiro dia de funcionamento da loja pioneira do Boa Esperança, com a ajuda de dois funcionários, vendeu cerca de 30 esfihas aos clientes, a maioria amigos.

Depois, a produção dos salgados artesanais fritos e assados (esfiha aberta e fechada, quibe, coxinha) e demais petiscos libaneses, como homus (pasta de grão-de-bico), babaganuche (pasta de berinjela), coalhada e tabule (salada de trigo/salsa), só dobrou de semana a semana na loja.

A estreia bem sucedida gerou a ampliação do espaço da unidade do Boa Esperança e impulsionou a abertura de mais lojas na cidade. Na sequência, vieram as RACH do Quilombo, da avenida do CPA e dos bairros CPA 2 e Jardim Imperial. Nesse tempo, foi inaugurada a loja do shopping de Várzea Grande, cidade vizinha de Cuiabá.

Renato Neder lembrou que sua ideia inicial era “montar só uma lojinha pequena, uma portinha, para vender esfiha assada na hora”. No entanto, a surpresa veio com todas as unidades sendo abertas com “muito movimento”, o que fez o negócio expandir. “O caminho foi rápido, os clientes adotaram a RACH”, comemorou.

Dos dois funcionários e as 30 esfihas vendidas no começo, o negócio evoluiu para 120 colaboradores e a venda de 2,3 milhões de salgados em 2025. “E é tudo feito no modo manual, caseiro, não é indústria”, assinalou Neder, ao comentar que acompanha regularmente o padrão de produção dos salgados nas lojas.

– “Eu testo e não abro concessões. O trigo é bom, o tomate é maduro, a carne é de qualidade, o hortelã é fresco, porque a comida é ingrediente. Se for bom, dá certo”, disse ele.

Em São Paulo, a loja RACH, aberta em outubro passado, ocupa 350 m² com ambientes em três andares do prédio em frente à praça Vilaboim. O modelo de funcionamento segue o das lojas de MT, com poucas adaptações. O preço da unidade do salgado é único e o modo de servir é self-service.

Apesar do cardápio variado, que inclui ainda sobremesas e sorvetes, o carro-chefe é a esfiha aberta, atualmente oferecida em 20 diferentes sabores. Na loja RACH de SP, onde fui no início deste janeiro, experimentei sabores bem elaborados – gorgonzola com nozes e mel, brie com geleia de morango, presunto de parma, além de doce de leite com bananas.

“A unidade de São Paulo tem sido um desafio, requer mais atenção, mais gestão”, avaliou Renato Neder. Mas a loja paulistana já vem tendo clientes fiéis, como Lucas Normak, morador de Higienópolis. “Venho à RACH desde que abriu. A massa é fantástica, a coalhada também. Recomendo a esfiha fechada de carne”, disse ele, ao conversar com a coluna sobre a loja.

A mais nova RACH, a de Rondonópolis, foi inaugurada no último dezembro, registrando o maior movimento de lançamento de todas as anteriores. “A loja é enorme, tem 150 lugares, e tem ficado lotada desde o início”, informou Renato.

Dessa forma, ele acredita que a marca RACH está consolidada em Mato Grosso, antecipando que, para o estado, em 2026, a previsão é expandir mais lojas. Entre as cidades sondadas estão Sinop, Primavera do Leste, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Tangará da Serra.

Quanto a transformar a RACH em marca nacional… “isso aí já depende de fatores pessoais e de mercado”, ponderou.

“Gosto de salgadinho desde criança. Meus pais, eu e minha irmã fazíamos travessas de esfihas. Comíamos quentinhas. Esses momentos felizes da família carreguei para a vida”, relembrou Renato Neder.

Hoje, ele repete o costume com as filhas e percebe que, segundo enfatizou, RACH não é só sobre esfihas, “é família, é amor, é cultura, é tradição, é felicidade”.

Sorte e sucesso às unidades RACH em Mato Grosso e nos lugares do país para onde for.

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