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Relatório dos EUA não cita base militar chinesa em Salvador; rede no Brasil inclui Cuiabá

 

Foto: Reprodução

Um relatório do Congresso dos Estados Unidos sobre a influência da China no setor espacial da América Latina tem sido distorcido nas redes sociais. Publicações viralizadas afirmam que o documento apontaria a existência de uma “base militar secreta” chinesa em Salvador, o que não aparece no texto.

Segundo reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo”, o relatório menciona que empresas chinesas têm acesso a instalações de comunicação por satélite na região, ligadas a uma startup brasileira que mantém uma rede de bases terrestres no país,  entre elas uma em Cuiabá (MT).

O documento cita especificamente a chamada Base Terrestre de Tucano, no sertão da Bahia, resultado de uma parceria entre a empresa brasileira Alya Nanosatellites e a chinesa Beijing Tianlian Space Technology. A cidade de Salvador não é mencionada.

Divulgado em 26 de fevereiro pelo Comitê Seleto sobre a Competição Estratégica entre os Estados Unidos e o Partido Comunista Chinês, o relatório afirma que a China tem acesso a 11 instalações espaciais na América Latina, em países como Brasil, Argentina, Bolívia, Chile e Venezuela.

Segundo os parlamentares, essas estruturas, apresentadas publicamente como civis, poderiam fornecer dados de satélite de alta precisão, que teoricamente poderiam ser utilizados para aprimorar sistemas militares. O texto, porém, não afirma que exista uma base militar chinesa em território brasileiro.

Informações divulgadas pela própria Alya Space indicam que o projeto envolve quatro bases terrestres no Brasil: em Cuiabá (MT), Sorocaba (SP), Paço do Lumiar (MA) e Tucano (BA). Essas estações são usadas para recepção e transmissão de dados de satélites.

A CEO da empresa, Aila Raquel Cruz Ribeiro, afirmou na reportagem que a companhia atua apenas em projetos civis e negou qualquer relação com atividades militares ou de vigilância estratégica.

Fundada em Salvador em 2019, a Alya Space desenvolve uma constelação de satélites de observação da Terra, voltada à produção de imagens e dados para áreas como agricultura, monitoramento ambiental, energia e gestão territorial. Segundo a empresa, o projeto ainda está em fase de desenvolvimento e não deve ter operações comerciais antes de 2027.

(Redação com informações do jornal Estado de S.Paulo)

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