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Pé-atrás

Jairo Pitolé Sant’Ana

Foto: Reprodução redes sociais

 

Desconfie no sentido estrito, desconfie no sentido lato. Desconfie do diabo-a-quatro. Especialmente de quem age sempre além dos limites da “Lei de Gerson”: levar vantagem em tudo que faz, sem importar como e com suas trágicas consequências. Como um certo contingente da atual leva de políticos, daqui e de alhures, que usa e abusa da lacração nas redes sociais, com mentiras ou meias verdades, para “atingir sua meta”. E conseguem, porque ainda estão aí, se labuzando de posts. Mas às vezes, calculam mal.

Como ocorreu duas vezes, recentemente, com o deputado mineiro Nikolas Ferreira. A primeira, em janeiro, quando ele decidiu por uma caminhada, dita da Liberdade, mas tida como “fake”, entre Paracatu (MG) e Brasília. O final foi nada apoteótico. Ao contrário, um raio atingiu o local da manifestação, a Praça do Cruzeiro, localizada no ponto mais alto de Brasília: 89 pessoas foram atendidas pelos bombeiros e cerca de 47 transportadas para hospitais. Há duas semanas, ele esteve em Ubá, durante a tragédia provocada pelas chuvas na Zona da Mata Mineira, que resultaram em 72 mortes e milhares de desabrigados. Gravou um vídeo de 18 minutos, mas não foi unanimidade. Circula também um outro com um ubaense reclamando da paralisação dos trabalhos de limpeza por causa de sua presença. Infelizmente, o deputado perdeu a chance de se redimir. Na quinta-feira passada, não registrou presença na aprovação de medidas emergenciais de apoio às vítimas.

(O deputado anda enrolado também na tal jornada aérea pelo Nordeste brasileiro em aeronave tida como de Daniel Vorcaro, no segundo turno das eleições de 2022. Como ele próprio reconheceu o uso, alegando não saber quem era o dono do jatinho, estão querendo que a PGE (Procuradoria Geral da República) apure quanto foi gasto na empreitada e se houve registro na prestação de contas da campanha Pode não resultar em nada, mas há sempre o risco de cassação do mandato, mesmo que seja pelo voto.

Mudando de assunto. Trump, se achou que renderia o Irã facilmente, errou, dizem os especialistas no assunto. A defesa persa, com seus quase três milênios de experiência bélica, contra-ataca pontos estratégicos, em especial bases militares norte-americanas na região. Enquanto isso, a imagem de Trump se deteriora internamente. Apenas um em cada quatro estadunidenses apoia os ataques ao Irã, segundo pesquisa Reuters/Ipsos, do início deste mês. Uma outra, também da Ipsos, da última semana fevereiro, aponta que seis em cada 10 americanos o veem se tornando mais errático com a idade.

Há quem diga, como o professor João Cezar de Castro Rocha, que ele pode ser vítima de uma farsa, como o ex-ditador português António de Oliveira Salazar, afastado do poder em 1968 após um grave acidente doméstico. Com a saúde mental fragilizada. continuou despachando e recebendo documentos até sua morte em 1970, como se ainda governasse. Será?

 

*Jairo Pitolé Sant’Ana, é jornalista em Cuiabá

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