PF prende empresários de Cuiabá e Poconé por suspeita de comércio ilegal de ouro

Por Adriana Mendes
Os empresários Geraldo Henrique Costa Neto, da GM Brasil Mineração, de Poconé, e José Geraldo Ribeiro, sócio do grupo Geoste, de Cuiabá (MT), foram presos preventivamente nesta sexta-feira (28) pela Polícia Federal na Operação Arcanjo. A investigação apura a atuação de um grupo suspeito de adquirir, transportar, comercializar e ocultar recursos provenientes de ouro de origem ilícita, com atuação entre Poconé (MT) e São José do Rio Preto (SP).
Segundo a PF, o grupo movimentou mais de R$ 5,2 milhões em operações investigadas e negociou cerca de 17,3 quilos de ouro. A análise das movimentações financeiras identificou uma estrutura formada por fornecedores, operadores financeiros, intermediários, transportadores e compradores do minério.
O esquema, de acordo com a investigação, começava na região de Poconé, onde o ouro era adquirido, e seguia para São José do Rio Preto, onde era recebido e mantido em um estabelecimento utilizado para custódia e comercialização. A PF também identificou mecanismos que teriam sido usados para ocultar e dissimular os valores obtidos com as negociações.
Os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Ao todo, a operação cumpriu 22 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em Cuiabá, Várzea Grande e Poconé, além de Campo Grande (MS) e São José do Rio Preto (SP). A reportagem não localizou os advogados dos empresários.
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