Facções disputam rotas do tráfico

Foto: Reprodução/Estadão SP

 

A disputa entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) pelo controle de rodovias e rotas do tráfico intensificou os crimes na divisa de Mato Grosso com Mato Grosso do Sul, segundo o secretário de Segurança sul-mato-grossense, Antônio Carlos Videira. Ao Estadão, ele afirmou que drogas são embarcadas no terminal ferroviário de Rondonópolis, operado pela Rumo, e seguem de trem para Santos e Paranaguá. Procurada, a concessionária informou que não se manifestará. 

Quanto a Mato Grosso do Sul, a escalada da violência levou os Estados Unidos a emitirem o alerta máximo de viagem, com recomendação para que seus cidadãos evitem uma faixa de 160 quilômetros das fronteiras com Paraguai e Bolívia. O aviso cita a presença de organizações ligadas ao narcotráfico e riscos de sequestro e violência armada. (Estadão SP)

 

COLUNA

Rodrigo Vargas

Meio ambiente e sociedade no século 21

Rodrigo Vargas estreia no Eh Fonte 

O jornalista Rodrigo Vargas estreia nesta quarta-feira (16) como colunista do Eh Fonte. Nome respeitado da imprensa mato-grossense, ex-correspondente da Folha de S.Paulo e autor de três livros, traz sua experiência na cobertura ambiental, fundiária e indígena para discutir meio ambiente e sociedade no século 21.

Na estreia, com “Cassandra e o menino”, Rodrigo aproxima a mitologia grega da crise climática e provoca uma reflexão sobre nossa disposição de ouvir os alertas da ciência. Uma leitura para pensar o presente e as escolhas que moldam o futuro. Leia aqui.

 

Foto: Alejandro Zambrana/STF

Dino pede vista e adia decisão do STF

Um pedido de vista de Flávio Dino interrompeu, nesta terça-feira (15), o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes, antes da análise do mérito. A sessão foi marcada por críticas de Dino à condução do presidente Edson Fachin e por uma discussão aos gritos entre Gilmar Mendes e André Mendonça. 

Fachin proclamou placar de 4 a 3 pelo adiamento e julgamento conjunto dos pedidos de investigação contra Moraes e Mendonça, desconsiderando o voto de Dino após o pedido de vista. O julgamento pode ficar suspenso por até três meses e ser retomado em dezembro, próximo ao início do recesso do Judiciário, no dia 20. 

A ministra Cármen Lúcia afirmou sentir vergonha e tristeza durante o julgamento. Disse que a Corte provocou um “mal-estar cívico” às vésperas da eleição e pediu desculpas à população por não ter ajudado a superar a crise: “Eu peço desculpa ao povo brasileiro”.

Mais cedo, o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito, afirmando desconforto em participar do julgamento. A decisão ocorreu depois de Kassio Nunes Marques se declarar impedido, por “foro íntimo”. Toffoli era sócio da empresa Maridt, que vendeu participação no resort Tayayá, no Paraná, para um fundo ligado ao cunhado de Vorcaro. Já Nunes Marques deixou a sessão após a divulgação de diálogos que citam pagamentos de Vorcaro a seu filho, Kevin Marques. 

Nas redes sociais, a sessão virou alvo de memes e foi apelidada de “rinha de vossas excelências”. Internautas compararam o julgamento a uma partida de Copa do Mundo e a um reality show, com brincadeiras sobre apostas no resultado. 

Análise – A atuação do grupo pró-Moraes adia a crise, mas tende a agravá-la, expondo a desagregação do Supremo, avalia Igor Gielow, colunista da Folha de S.Paulo. Para o autor, o desgaste pode prejudicar eleitoralmente Lula (PT), pela associação com Moraes, embora Flávio Bolsonaro (PL) também enfrente problemas ligados ao caso Master. 

Ricardo Kotscho, do UOL New, avalia que o desfecho ampliou a sensação de que a Corte passou horas em debate sem entregar uma resposta clara ao país. “Eu tenho o mesmo sentimento da Carmen Lúcia, de profunda tristeza de ver a que ponto de degradação chegou o nosso país. Uma coisa vergonhosa, mal organizada, bagunçada. Parecia reunião de condomínio”, afirmou. (UOL/Jota/ Folha SP/ O Globo)

Para Wálter Maierovitch, colunista do UOL, o adiamento da decisão sobre Alexandre de Moraes, provocado pelo pedido de vista de Flávio Dino, prejudica politicamente Lula. O autor também critica a postura de Gilmar Mendes durante a sessão.

 

Ilustração: Junião

Proteção além da polícia

O Brasil registrou 1.571 feminicídios em 2025, com alta de 4% sobre o ano anterior, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Reportagem da Ponte, republicada em rede pelo Eh Fonte, mostra que prevenir a violência exige mais do que policiamento e punição: depende de autonomia financeira, educação, saúde e redes de proteção acessíveis às mulheres.

Nas eleições, especialistas defendem que o eleitor cobre propostas com orçamento e ações capazes de interromper a violência antes que ela se agrave. A ausência de serviços pesa sobretudo nos territórios vulneráveis: metade dos feminicídios de 2024 ocorreu em municípios com menos de 100 mil habitantes, dos quais apenas 5% tinham delegacia da mulher. Leia aqui.

Wellington concentra maior gasto entre candidatos

O candidato ao governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), lidera a arrecadação e as despesas contratadas na campanha. Até o momento, ele declarou R$ 5,7 milhões em receitas, contra R$ 5,3 milhões de Otaviano Pivetta (Republicanos) e R$ 4,5 milhões de Natasha Slhessarenko (PSD). Wellington também registrou o maior volume de despesas contratadas, com R$ 6,45 milhões. O limite de gastos para o primeiro turno da disputa ao governo em 2026 é de R$ 7,1 milhões. 

Na disputa pelas duas vagas no Senado, Margareth Buzetti (PP) lidera o volume de despesas, com R$ 2,6 milhões registrados. Em seguida, aparece Zé Medeiros (PL), com R$ 2,5 milhões em gastos. A maior parte das despesas de Buzetti, no valor de R$ 1,8 milhão, foi destinada à produção de conteúdo para rádio, TV e vídeo, enquanto Medeiros gastou R$ 688 mil em militância e mobilização. (Gazeta)

Sete deputados estaduais que buscam a reeleição não registraram repasses partidários na prestação parcial de contas até 8 de setembro: Fabinho Tardin (Podemos), Eduardo Botelho (MDB), Carlos Avallone (PSDB), Thiago Silva (MDB), Elizeu Nascimento (Novo), Júlio Campos (União) e Wilson Santos (PSD). (Olhar Direto)

 

Foto: Secom/VG

Tangará é condenada por falhas no combate à dengue

A Justiça condenou a prefeitura de Tangará da Serra (MT) a pagar R$ 200 mil por dano moral coletivo, ao constatar falhas persistentes nas ações de prevenção e combate a dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Entre os problemas estão o déficit de 25 agentes e a alta incidência de casos. Segundo dados epidemiológicos, o município registrou, em 2026, mais de 300 casos por 100 mil habitantes e confirmou duas mortes. Além da multa, a prefeitura deverá criar um plano de contingência, um canal de denúncias, realizar a limpeza de córregos e criar um comitê de combate às arboviroses. (Primeira Página)

SUS amplia vacinação contra pneumonia a idosos

A vacina pneumocócica 20-valente conjugada (Pneumo 20) passou a ser oferecida pelo SUS, pela primeira vez, para pessoas com 85 anos ou mais. O imunizante protege contra a doença pneumocócica e suas formas graves, como meningite e pneumonia, uma das principais causas de morte entre idosos. Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade por pneumonia entre pessoas com mais de 85 anos foi de 758,1 óbitos por 100 mil habitantes, em 2024, e 743,1 por 100 mil, em 2025. 

A Pneumo 20 também foi incluída no Calendário Nacional de Vacinação, em junho deste ano, para crianças menores de 5 anos. (O Globo)

 

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Meio Ambiente

Foto: Ednilson Aguiar/Prefeitura de Rondonópolis

Rio que abastece Rondonópolis acende alerta

O nível do Rio Vermelho, em Rondonópolis (MT), está em 0,90 metro, segundo medição da Defesa Civil do município. A marca é 10 centímetros menor do que a registrada no ano passado. A prefeitura acompanha diariamente o nível do rio, que é responsável por cerca de 40% da água tratada e distribuída à população. A situação preocupa diante das altas temperaturas, que têm ultrapassado os 35°C. Apesar do nível baixo, a Defesa Civil informou que ainda não há necessidade de medidas emergenciais. (G1)

 

Economia

Foto: SEEB-MT

Bancários da Caixa protestam em Cuiabá

Funcionários da Caixa Econômica realizaram um protesto nesta terça-feira (15), em Cuiabá, enquanto a categoria mantém greve iniciada em 10 de setembro, depois de rejeitar a proposta de acordo coletivo. Segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Mato Grosso, 100% das agências da Caixa no estado estão fechadas. A categoria reivindica melhorias nas condições de trabalho, mudanças no plano de saúde e avanços nas negociações coletivas. Em nota, a Caixa informou que mantém diálogo com os sindicatos para chegar a um acordo. (G1)

Governo cancela R$ 100 mi para obras na BR-158

Uma portaria do governo federal cancelou R$ 100 milhões em dotação orçamentária prevista para a construção de um trecho da BR-158, em Mato Grosso. O recurso estava destinado à obra entre a divisa com o Pará e Ribeirão Cascalheira. A publicação não informa se o corte altera o cronograma, o contrato ou a execução da obra. A BR-158 é uma das principais rodovias para a logística do Araguaia e o escoamento da produção agropecuária de Mato Grosso. (Olhar Direto)

Potencial para exportar

Pesquisa do Sebrae/MT aponta espaço para ampliar as exportações dos pequenos negócios: 14% dos empresários têm interesse no mercado internacional, mas apenas 0,6% dos empreendimentos pesquisados exportam. A falta de conhecimento sobre o processo é o principal obstáculo para transformar esse interesse em negócios. (Sebrae) 

 

Digital

Foto: Reprodução/Meta

Meta One é lançado no Brasil

Usuários brasileiros já podem assinar o Meta One, pacote da Meta que reúne WhatsApp, Facebook e Instagram, com preços a partir de R$ 32 e que podem ultrapassar R$ 1.999. Segundo a companhia, os planos oferecem mais de 50 recursos para as principais plataformas. A empresa também anunciou que, em breve, haverá assinaturas para o aplicativo Edits, de edição de vídeos. Além disso, WhatsApp, Instagram e Facebook terão planos individuais, com mensalidades de R$ 7 ou R$ 10. (Estadão SP)