“Vote em mulheres” ganha espaço enquanto candidaturas caem em MT
Por Isaac Prado
“E se esse ano a gente só votasse em mulher?” O questionamento foi feito pelo humorista Fábio Porchat em um vídeo publicado no Instagram, no qual destaca a importância da renovação nas eleições gerais de 2026. Na publicação, ele aponta que a atenção costuma se concentrar na disputa pela Presidência da República, enquanto as eleições para a Câmara dos Deputados, o Senado e as Assembleias Legislativas ficam em segundo plano.
Apesar de representarem 52,81% do eleitorado, as mulheres ainda ocupam um espaço reduzido na política brasileira. Das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados, apenas 88 são ocupadas por mulheres. No Senado, são 15 parlamentares entre as 81 vagas.
Nas eleições deste ano, das 20.987 candidaturas registradas, 7.366 são de mulheres, o equivalente a 35,10% do total.
Mas representatividade garante avanço?
Embora a maior presença de mulheres na política seja apontada como importante para a renovação dos representantes e para ampliar a participação feminina no cenário político, a representatividade nem sempre significa avanço nas pautas de gênero e de direitos das mulheres.
Segundo levantamento do Elas no Congresso, 285 parlamentares atuaram, ao longo da legislatura, em projetos considerados desfavoráveis às mulheres e à população LGBTQIAPN+. Desses, 244 são candidatos à reeleição ou disputam cargos no Executivo.
Entre os parlamentares de Mato Grosso está a deputada federal Coronel Fernanda (PL), candidata à reeleição, que apresentou três propostas classificadas pelo levantamento como desfavoráveis. No Senado, a senadora Margareth Buzetti (PP), também candidata, apresentou uma proposta classificada dessa forma entre as matérias protocoladas na Casa.
Em Mato Grosso, 153 mulheres concorrem nas eleições deste ano, o equivalente a 33,63% das 455 candidaturas registradas no estado. O número é inferior ao dos dois últimos pleitos. Em 2018, foram 171 candidaturas femininas e, em 2022, 177. Na comparação com 2022, são 24 candidaturas a menos, uma redução de 13,6%.
Para o governo do estado, apenas uma mulher está na disputa: Natasha Slhessarenko (PSD). O número é o mesmo de 2022, quando Márcia Pinheiro (PV) concorreu ao cargo.
Diante desse cenário, além da presença feminina nas urnas, conhecer as trajetórias, propostas e posicionamentos das candidatas também é importante para compreender o perfil de cada candidatura. Para consultar as candidatas que disputam as eleições de 2026, o eleitor pode acessar a plataforma #ConfiaNelas e conferir quem são as mulheres que concorrem ao pleito neste ano.
Compartilhe
Assine o eh fonte
Tudo o que é essencial para estar bem-informado, de forma objetiva, concisa e confiável.
Comece agora mesmo sua assinatura básica e gratuita:
