Na reta final, candidatos ao governo concentram apostas na Baixada Cuiabana

Foto: Divulgação/Assessoria

Por Adriana Mendes

Na última semana antes do primeiro turno, as campanhas dos três candidatos mais bem colocados nas pesquisas para o governo de Mato Grosso dividem o tempo entre atividades de rua, viagens e preparação para debates. Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Natasha Slhessarenko (PSD) terão entre as prioridades a Baixada Cuiabana, que concentra a maior parcela dos eleitores do estado.

Na pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira (25), Pivetta apareceu com 29% das intenções de voto, Wellington com 27% e Natascha com 11%. A margem de erro é de três pontos percentuais.

À frente da campanha de Pivetta, o publicitário Álvaro de Carvalho afirma que o candidato seguirá dividindo os compromissos como governador com as atividades eleitorais. Estão previstas ainda visitas ao interior do estado, além de entrevistas e debates.

Pivetta, que durante quase toda a gestão de Mauro Mendes evitou entrevistas e manteve uma postura mais séria em público, passou a aparecer nos programas eleitorais sorridente, de bermuda e camiseta. Questionado sobre a imagem mais descontraída, Álvaro afirmou que o “trabalho foi só deixar ele ser o que é, falar o que realmente pensa e acredita”. Nos bastidores, políticos próximos ao candidato afirmam que ele costuma resistir a algumas sugestões para a campanha.

Na equipe de Wellington, o publicitário e estrategista político João Maria Medeiros diz que as atividades de campanha serão intensificadas em todo o estado. O candidato dividirá seu tempo entre agendas na Baixada Cuiabana e a preparação para dois debates. Segundo ele, a estratégia da propaganda foi reforçar a imagem de Wellington como um político próximo dos municípios e em defesa de Mato Grosso.

“Acredito que isso foi compreendido, já que nos mantivemos na casa dos 30% até aqui, conforme mostram as pesquisas”, afirmou João. Por outro lado, a equipe precisou administrar tensões políticas na disputa ao Senado, tendo de um lado Janaina Riva (MDB), nora de Wellington, e, de outro, o deputado federal José Medeiros (PL), que atacou a família de sua colega em seu programa eleitoral.

Já Lucas Pimenta, publicitário que comanda a campanha da médica Natasha Slhessarenko, afirmou que os compromissos com entrevistas e debates também levaram a campanha a priorizar Cuiabá e Várzea Grande nesta última semana. Os dois principais adversários da médica já são mais conhecidos do eleitor. Nos programas, Natasha foi apresentadora, locutora, entrevistada e personagem. Assumiu diferentes papéis porque precisava se tornar mais conhecida.

Lucas destaca que a candidata tem um perfil descontraído, conversa e explica com facilidade suas propostas aos eleitores. “A gente explorou esse lado mais humano desse arquétipo mãe”. Depois, os programas passaram a compará-la com os concorrentes. “A campanha agora está nesta última fase de contraste”, disse Pimenta, declarando confiante em um segundo turno.

Ao avaliar os pontos negativos da disputa, Álvaro de Carvalho disse que os adversários de Pivetta conduziram a campanha em “baixo nível”, sem citar episódios específicos. João Maria criticou o que chamou de uso da máquina pública e do poder econômico em favor de Pivetta. Lucas Pimenta apontou a menor estrutura financeira e a rede de apoios mais restrita de Natasha.

O horário eleitoral gratuito termina na quinta-feira (1º), três dias antes da votação do primeiro turno, marcada para domingo (4).

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