Novo Congresso fica mais distante da agenda ambiental

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Por Isaac Prado

Análise do GT Congresso, do Observatório do Clima, mostra que 68,9% dos parlamentares que vão compor a 58ª Legislatura (2027–2031) têm baixa convergência com a agenda ambiental. Segundo o levantamento, a piora está relacionada ao crescimento de partidos de extrema direita, como o PL, no Congresso Nacional. Em Mato Grosso, a sigla elegeu três deputados federais e um senador.

Eleito senador, o deputado federal Zé Medeiros (PL) aparece na plataforma Farol Verde com 15% no Índice de Convergência Ambiental (ICAt), resultado que indica atuação fortemente divergente da agenda ambiental na Câmara. O índice varia de 0 a 100 e mede o grau de alinhamento dos parlamentares às pautas ambientais com base em votações nominais.

Na Câmara, a deputada federal reeleita Coronel Fernanda (PL) registrou 18% no ICAt, resultado também classificado como fortemente divergente da agenda ambiental. O deputado federal reeleito Coronel Assis (PL) teve o mesmo resultado, de 18%.

No Senado, 64 dos 81 parlamentares que vão compor a Casa apresentam pouco ou nenhum alinhamento às pautas ambientais, segundo o levantamento. O PL passou de 15 para 28 cadeiras, o equivalente a 34,6% da Casa.

Na Câmara, 345 dos 513 deputados eleitos, ou 67,3%, estão nas faixas de convergência baixa ou muito baixa. A bancada do PL também cresceu, passando de 98 para 121 deputados, o equivalente a 23,6% da Casa.

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