Fávaro sinaliza reconciliação com Taques de olho em 2026
Em um movimento estratégico e pragmático em meio às articulações para as eleições de 2026, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), sinalizou que divergências do passado com o ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSB), não representam obstáculo para eventuais composições políticas. Fávaro fez declarações de afago ao ex-aliado nesta quinta-feira (05) e destacou que as definições eleitorais passam por estratégias partidárias mais amplas.
“Quando há reconciliação é porque houve divergência ou ruptura pessoal. E não existe isso. Eu tenho um grande respeito pelo ex-governador Pedro Taques e admiração até pela sua história e pelo seu legado”, afirmou o ministro, após evento do Sebrae, em Cuiabá (MT).
A fala ocorre em meio a articulações para as eleições de 2026 em Mato Grosso, quando estarão em disputa duas vagas ao Senado. Fávaro confirmou que deixará o cargo daqui a 20 dias para retornar ao Senado, onde pretende disputar a reeleição. O nome de Taques circula em discussões dentro do campo político ligado à federação de partidos que apoia o governo do presidente Lula.
Apesar do histórico de rompimento entre os dois em 2018, quando Fávaro deixou o cargo de vice-governador e passou a criticar publicamente a gestão de Taques, o ministro evitou tratar a situação como uma reconciliação formal e indicou que a aproximação ocorre dentro de uma estratégia política.
“A construção de chapas partidárias vai além das relações pessoais. São estratégias montadas pelos partidos e federações e definidas nas convenções”, ressaltou.
Fávaro também afirmou que ainda não há definição sobre o segundo nome que poderia compor uma eventual chapa ao Senado. Ele disse ter uma preferência pessoal, já discutida com entidades representativas, mas que o anúncio deve ocorrer apenas mais adiante, possivelmente antes das convenções partidárias.
O ministro evitou tratar de nomes para sua substituição no cargo. Ele ressalta que a decisão cabe exclusivamente ao presidente da República. “A indicação é do presidente Lula e ele tem a prerrogativa dada pelos brasileiros da eleição”, afirmou. Questionado se teria algum nome de preferência para a função, o ministro reforçou que dará suporte à escolha do Palácio do Planalto. “Eu apoio quem ele escolher e vou dar todo o suporte.”
Entre os nomes cotados está o secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Luis Rua. O PSD articula a sucessão e também tem no radar o atual ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula. O assessor especial do ministro e presidente do conselho de administração da Embrapa, Carlos Augustin, o Teti, já foi apontado como possível sucessor, mas seu nome passou a circular para integrar uma eventual chapa ao Senado como 1º suplente.
Disputa ao governo
No cenário estadual, o ministro reiterou apoio à pré-candidatura de Natasha Slhessarenko ao governo de Mato Grosso em 2026. Para ele, a médica e professora representa uma renovação na política mato-grossense.
“Na minha avaliação, é a grande revelação da política mato-grossense para 2026. É uma pessoa preparada, que estudou e se apresenta para a vida pública”, declarou.
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