Mauro Mendes e Fábio Garcia são alvos PF no caso da Oi

Foto: Secom-mt
Por Adriana Mendes
O ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado em Mato Grosso, e o deputado federal Fábio Garcia (União), indicado como vice na chapa de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), são alvos da Operação Heritage, da Polícia Federal, que apura um suposto esquema de desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos ligados a um acordo firmado entre o governo de Mato Grosso e a Oi.
A PF também cumpre mandados contra o desembargador Ricardo Almeida, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que na época do acordo atuava como advogado. Policiais estiveram no escritório de Luiz Alberto Derze Villalba Carneiro, que integra a mesma banca de Almeida.
Também são alvos da operação, em Cuiabá, o procurador-geral do Estado de Mato Grosso, Francisco de Assis da Silva Lopes, e outros quatro procuradores. O caso ainda envolve o advogado Ulisses Rabaneda, integrante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
A decisão é do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Contra as pessoas envolvidas foram determinadas medidas cautelares, como a proibição de manter contato com os demais investigados e a apreensão de passaportes. Nesta manhã, a PF esteve na casa do ex-governador para recolher documentos.
As investigações envolvem suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso de informação privilegiada.
A operação cumpre 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. A decisão também determinou o bloqueio de até R$ 316 milhões em bens e valores, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos alvos da investigação.
O Eh Fonte busca contato com os investigados, mas ainda não obteve retorno.
Denúncia
O ex-governador Pedro Taques (PSB), que comandou Mato Grosso de 2015 a 2018, é um dos principais responsáveis por levar o caso aos órgãos de controle. Ele também é candidato ao Senado em Mato Grosso.
No fim de janeiro de 2026, ele encaminhou uma denúncia ao procurador-geral da República e pediu que uma representação já apresentada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) fosse convertida em denúncia formal.
Taques também ingressou com uma ação popular para tentar anular o acordo e obter o bloqueio de bens dos envolvidos. Entre os argumentos, aponta possíveis ilegalidades, como a falta de autorização legislativa para a renúncia fiscal prevista na negociação.
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