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O que dizem empresas e entidades para os patrocínios ao MPMT

 Por Adriana Mendes

O Conselho Nacional do Ministério Público investiga suposto conflito de interesse entre as empresas e entidades que patrocinaram o projeto “Diálogos com a Sociedade”, do Ministério Público de Mato Grosso.  O eh fonte procurou as empresas, que saíram em defesa de suas doações. Os argumentos vão da obrigação legal ao engajamento com causas sociais, mas oito das maiores patrocinadoras simplesmente não responderam.

Leia aqui a coluna: Os patrocinadores do MPMT

MPMT e AMMP – O MP afirma que os recursos não foram recebidos diretamente pelo órgão, mas pela Associação Mato-Grossense do Ministério Público (AMMP), entidade de natureza privada. Para a instituição, o arranjo preserva “a independência funcional e imparcialidade em todos os seus procedimentos”. A AMMP acrescenta que as contas do projeto foram apresentadas em assembleia e aprovadas pelos associados.

Aprosoja (R$ 630 mil no total – maior doadora) – Respondeu por meio do Iagro, afirmando que a legislação estadual obriga a entidade a destinar percentual de seus recursos a projetos de interesse público e social. O patrocínio seria, portanto, não apenas permitido, mas previsto em lei.

Nova Rota do Oeste (R$ 230 mil em 2025) – Afirmou que o apoio visava especificamente a segurança viária na BR-163 e o combate ao assédio sofrido por funcionárias nas praças de pedágio. Acrescentou que “não é parte de processo relacionado ao tema”.

Energisa (R$ 256 mil no total) – Disse que sua participação se deu “sem qualquer contrapartida relacionada à sua atuação operacional ou a processos em curso”.

Águas Cuiabá (R$ 108 mil) – Destacou alinhamento com pautas de conservação ambiental e combate à violência contra a mulher, garantindo que “todas as contrapartidas de ambas as partes foram cumpridas, conforme contrato”.

Águas de Sinop (R$ 15 mil) – Foi uma das mais diretas: participou do projeto para “ampliar a comunicação com a população sobre as obras de ampliação do sistema de esgoto na cidade” e afirmou que “a oportunidade rendeu bastante repercussão na imprensa local”.

Sicredi (R$ 96,25 mil) – Declarou explicitamente não figurar “como parte demandada em nenhum processo judicial ou procedimento instaurado” pelo MP e negou qualquer conflito de interesses.

Imac (R$ 36,8 mil) – Apresentou argumento jurídico: como serviço social autônomo, tem entre suas atribuições legais a conscientização sobre pautas socioambientais. Também negou ter qualquer inquérito investigativo em curso movido pelo MP contra a entidade.

Aster (R$ 50 mil) – Disse ter aderido ao projeto por considerar seus temas “aderentes aos valores defendidos pela empresa em suas práticas de governança”.

Unimed Cuiabá (R$ 50 mil) – Informou que o acordo teve vigência de um ano. A participação “decorreu de avaliação institucional acerca da relevância dos temas abordados para a população mato-grossense, em especial aqueles relacionados à saúde e ao bem-estar social”.

Fiemt ( R$ 20 mil) –  Esclareceu que seu apoio foi destinado especificamente a uma corrida patrocinada pelo projeto, descrita como “ação de caráter educativo, social e de incentivo à qualidade de vida”, e não ao projeto como um todo. A instituição não comentou sobre o apoio ao projeto em 2026.

Ditado Popular (R$ 18,4 mil) – Afirmou que sua contribuição se restringiu à campanha “Não É Não”, de combate à violência contra a mulher, “sem conflitos de interesse”.

Famato (R$ 3,3 mil) – Classificou sua participação como “simbólica e sem qualquer contrapartida institucional”, destacando que a contribuição ocorreu no âmbito de uma iniciativa coletiva do setor produtivo.

Não responderam: Ginco (R$ 85 mil), Amaggi (R$ 73,6 mil ), Cipem (R$ 35 mil), Bom Futuro (R$ 73,6 mil), Ampa (R$ 73,6 mil), Oncomed (R$ 45 mil), Cipem (R$ 35 mil), Plaenge (R$ 35 mil), Instituto da Madeira de MT (R$ 35 mil) e Todimo (R$ 20 mil).

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