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Presidente do CRM-MT considera brandas as punições a cursos de Medicina

Foto: Divulgação

Cerca de 35% dos estudantes que concluirão o curso de Medicina em Mato Grosso irão se formar em instituições reprovadas no Enamed 2025, exame divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). Para o presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), Diogo Sampaio, o cenário expõe a baixa qualidade do ensino e representa um risco à vida da população.  Ele classificou como brandas as sanções anunciadas pelo MEC.

Das sete instituições de ensino superior do estado avaliadas, duas obtiveram notas 1 e 2. O Centro Universitário Estácio do Pantanal (Unipantanal), de Cáceres, apresentou o pior desempenho entre todas as universidades analisadas, com o menor percentual de concluintes de Medicina que alcançaram a nota mínima exigida pelo MEC. Dos 26 estudantes que realizaram a prova, apenas quatro foram considerados proficientes. A Universidade de Cuiabá (Unic) também teve desempenho considerado insatisfatório, com nota 2.

Já o Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), também em Cáceres, receberam conceito 3. Embora o MEC considere essa nota minimamente aceitável, Sampaio avalia que o índice é extremamente baixo quando comparado a avaliações internacionais, como o United States Medical Licensing Examination (USMLE), nos Estados Unidos, e o Medical Council of Canada Qualifying Examination (MCCQE), no Canadá, que apresentam taxas de aprovação superiores a 96%.

O presidente do CRM-MT  avalia que são brandas as sanções anunciadas pelo MEC. Dos 99 cursos que sofrerão algum tipo de punição, apenas oito terão o ingresso de novos alunos suspenso. Outros 13 terão redução de 50% das vagas e 33 sofrerão corte de 25%. “Essas instituições continuarão formando pessoas completamente despreparadas, desqualificadas, que vão atender nossos pais, nossos filhos, nossos familiares em unidades por todo o país. Um verdadeiro absurdo”, pontuou.

Para evitar que médicos formados sem o conhecimento mínimo ingressem no mercado de trabalho, Sampaio defende a aprovação imediata do Projeto de Lei que institui o Profimed, exame obrigatório para a concessão do registro profissional. A proposta está em tramitação no Senado.

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