STJ investiga Mauro Mendes por consignado do Master

 

Foto: Secom-MT

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu investigação contra o ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes (União), por suspeita de irregularidades e favorecimento do Master no credenciamento do programa de consignado oferecido pelo banco, o Credcesta, em 2023. A informação foi confirmada pela colunista Malu Gaspar, do O Globo. Mendes lançou nesta terça-feira (23) sua pré-canpanha para disputar o Senado.

O ex-governador se tornou o segundo aliado de Jair Bolsonaro a ser alvo da Justiça por episódios envolvendo o Credcesta durante a gestão de um governo estadual. O outro caso é o de Cláudio Castro (PL-RJ), que também deixou o cargo em março passado para disputar uma vaga no Senado, mas acabou desistindo da candidatura após ser atingido por duas operações da Polícia Federal, uma delas relacionada ao caso do Banco Master.

Em 5 de maio de 2023, Mauro Mendes assinou um decreto que criou uma margem consignável exclusiva de 10% para cartões de benefícios destinados a servidores e pensionistas. Três dias depois, em 8 de maio, o banco de Daniel Vorcaro pediu credenciamento para operar o programa. No dia seguinte, o processo foi aberto na esfera estadual. Em 12 de maio, pouco mais de 30 minutos após o Master apresentar documentação complementar, o governo emitiu parecer favorável, abrindo caminho para a atuação do Credcesta no estado.

Sobre o caso, o ex-governador afirmou que outras 24 instituições financeiras também foram credenciadas durante sua administração. Ele disse ainda que, naquele período, “ao menos dez estados já haviam implementado” a modalidade.

A coluna também cita o jantar em Nova York revelado por Igor Gadelha, do portal Metrópoles. No período entre o pedido de credenciamento e a autorização do governo, Mauro Mendes estava na cidade para um evento do Grupo Lide. Segundo a PF, Daniel Vorcaro também esteve em Nova York e pagou um jantar para Cláudio Castro no restaurante Nusr-Et, do chef turco Salt Bae, embora não tenha comparecido ao local.

Mendes não é mencionado no relatório que embasou a operação contra Castro, mas esteve no restaurante no mesmo horário, na véspera da liberação do Credcesta. O Metrópoles informou que Castro relatou a aliados que o então governador de Mato Grosso estava em uma mesa próxima. Ao fim do jantar, Castro teria se surpreendido ao saber que sua conta havia sido paga por Vorcaro por meio de um intermediário.

Leia também –  Afinal, quem pagou o jantar de Mauro Mendes em NY?

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