TJMT identifica senha; hacker pode ter acessado sistema via CNJ

Foto: TJMT

Eh Fonte 

O ataque cibernético que paralisou os sistemas do Tribunal de Justiça (TJMT) nesta semana expõe a fragilidade de uma estrutura que já consumiu R$ 93 milhões dos cofres públicos. A paralisação do sistema de Processo Judicial Eletrônico (PJe) e de plataformas integradas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) levou a presidência da Corte a acionar a Polícia Federal e a Polícia Civil. De acordo com apurações do Eh Fonte, já foi identificada a senha utilizada para o acesso indevido ao sistema, e a suspeita é de que a invasão tenha ocorrido por meio de uma brecha no CNJ.

Equipes técnicas e consultores externos trabalham na redefinição de 6 mil senhas e na avaliação dos danos. Apesar de o tribunal afirmar não haver, até o momento, indícios de comprometimento de dados pessoais de magistrados e servidores, de decisões judiciais ou dos backups, a informação segue sob apuração. Ainda não há confirmação oficial sobre o retorno dos sistemas à normalidade.

O atendimento ao público está restrito ao regime de plantão para casos como mandados de segurança, habeas corpus e pedidos relacionados a prisões. Nesse período, serviços externos, como peticionamento e consulta processual, seguem indisponíveis.

Os investigadores também vão apurar uma possível relação entre a invasão ao TJMT e o incidente na plataforma BRBJUS, do Banco de Brasília (BRB), que levou ao desvio de R$ 43 milhões em depósitos judiciais do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). Segundo a Corte baiana, a falha ocorreu no ambiente tecnológico do banco, responsável pela plataforma e pelas credenciais de acesso, sem atingir os sistemas internos do tribunal.

Em março, o Senado Federal também registrou um ataque cibernético. Após o incidente, servidores foram orientados a trocar as senhas para proteger as informações armazenadas nos computadores da instituição.

Nota oficial do TJMT:

“O Tribunal de Justiça de Mato Grosso informa que o incidente de segurança em sua infraestrutura tecnológica está sob controle e vem sendo tratado por equipes do Tribunal, com o apoio de parceiros técnicos. Foram acessadas credenciais de usuários da rede (logins e senhas criptografadas). Até o momento, não há evidências de acesso a outros dados pessoais de servidores e magistrados, a decisões judiciais ou aos backups. Todas as senhas estão sendo redefinidas, e a investigação prossegue. O PJe e os demais sistemas foram desligados preventivamente. Eles estão em fase de testes e serão restabelecidos de forma gradual e segura. Conforme a Portaria TJMT/PRES de 22/9/2026”

 

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