

ALMT aprova orçamento de R$ 39,8 bi e reajuste de 4,56% para servidores
Os deputados estaduais aprovaram a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, que prevê receita de R$ 39,8 bilhões, alta de 4,66% em relação ao orçamento de 2025. O projeto reserva R$ 5,5 bilhões para investimentos e destina entre 15% e 20% da receita corrente líquida a obras e serviços voltados à população.
Também estima renúncia fiscal de R$ 11,631 bilhões e fixa a RGA, Revisão Geral Anual dos salários dos servidores, em 4,56%. O texto segue agora para sanção do governador Mauro Mendes (União).
O deputado Wilson Santos ameaçou pedir vista e adiar a votação da LDO, alegando que o governo subestima valores, mas acabou cedendo em acordo para incluir na LOA a destinação de 20% no Fethab à habitação popular. Em 2024, o fundo arrecadou R$ 4 bilhões, dos quais R$ 800 milhões deixaram de ser aplicados no setor.
O deputado estadual Júlio Campos (União) defende mudança no orçamento para garantir recursos à Santa Casa de Cuiabá e evitar seu fechamento. Ele propôs cortes em áreas não essenciais, como o Parque Novo Mato Grosso, para assegurar a manutenção do hospital. A Justiça já tentou leiloar o prédio por R$ 78 milhões, sem sucesso, e fará nova tentativa por cerca de R$ 50 milhões. Campos também sugeriu gestão tripartite, dividindo custos entre União, estado e prefeitura. (Olhar Direto/RDNews)
Sônia Zaramella
Relatos e fatos, pessoais ou não, do passado e do presente de Cuiabá e de Mato Grosso.
Setembro Freire e projeto Sapicuá revigoram a cultura em Cuiabá
“O melhor da literatura mato-grossense quase não está chegando nas escolas, como prevê a legislação”, alerta a diretora da CSF, Larissa Silva Freire. Esse entendimento é o mesmo de Maria Teresa Carracedo, da Editora Entrelinhas.
Pensando estimular o conhecimento da literatura mato-grossense, a Casa de Cultura Silva Freire e a Entrelinhas são parceiras no evento cultural que lança, amanhã (19), o Setembro Freire e o projeto Sapicuá, no Centro Histórico de Cuiabá.
As iniciativas são alusivas ao Dia do Poeta Mato-grossense, criado em homenagem ao poeta cuiabano Benedito Sant’Ana da Silva Freire. Para Sônia Zaramella, não tem preço respirar um bocado da literatura e da poesia de Cuiabá nestes últimos meses do ano. Leia a coluna.
Maioria da bancada de MT vota pela urgência da anistia
A Câmara dos Deputados aprovou urgência para o projeto de anistia aos envolvidos em atos antidemocráticos. O texto, de autoria de Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) e apresentado em 2023, ainda será debatido e pode sofrer alterações. Não há consenso sobre incluir Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos de prisão, entre os beneficiados. A maioria da bancada de Mato Grosso apoiou a proposta de urgência; apenas Emanuelzinho (MDB) votou contra. O chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União), retornou à Câmara para votação. A aceleração da tramitação atendeu à pressão de parlamentares bolsonarista.
Saiba aqui como votaram os deputados. (eh fonte/Câmara)
Lula sobre anistia: ‘Pode ficar certo de que eu vetaria’
O presidente afirmou que vetará a proposta de anistia de Bolsonaro caso o Congresso Nacional aprove o projeto de lei que tramita no Parlamento e que pode ir a votação nos próximos dias. (BBC)
Acordo sigiloso no STF
Lideranças do centrão, comandadas por Hugo Motta (Republicanos-PB), negociaram com ministros do STF um acordo alternativo à anistia ampla aos condenados do 8 de janeiro. O acerto prevê reduzir penas, permitir que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar e rejeitar qualquer perdão geral. Embora negadas publicamente, as tratativas ocorreram a portas fechadas. O acerto só avança se tiver aval dos bolsonaristas, que exigem anistia irrestrita. (Folha SP)
Quem é o autor da PEC da Blindagem?
A proposta original que amplia o foro privilegiado, limita processos criminais contra parlamentares e institui voto secreto em decisões foi apresentada em 2021 pelo atual ministro do Turismo, Celso Sabino, então no PSDB e hoje no União Brasil. O texto surgiu após a prisão do ex-deputado Daniel Silveira, detido por ofensas ao STF e condenado em 2022 a oito anos e nove meses de prisão. (Estadão SP)
Entenda o texto que amplia proteções a parlamentares (Jota)
A senadora Margareth Buzetti (PP) repudiou a “PEC da Blindagem”, que dificulta investigação e prisão de parlamentares por decisão judicial. Ela questionou se a medida fortalece ou enfraquece a democracia. O senador Jayme Campos (União) declarou que não apoiará a PEC, para ele, a proposta não atende aos interesses da população brasileira, mas sim aos de uma minoria privilegiada. Wellington Fagundes (PL) não se pronunciou.
Quatro deputados federais de Mato Grosso justificaram o voto favorável à PEC da Blindagem, alegando defesa da soberania do Legislativo. A postura de seis dos oito parlamentares do estado foi duramente criticada pela sociedade. (RDNews/Gazeta)
Laudo de Bolsonaro indica câncer de pele
Exames apontaram que Jair Bolsonaro tem duas lesões de pele compatíveis com câncer, segundo laudo médico. O ex-presidente recebeu alta após internação em Brasília por soluços, vômito e pressão baixa. No domingo (14), ele retirou oito lesões, sendo duas diagnosticadas como carcinoma de células escamosas “in situ”. As lesões são precoces e, conforme os médicos, exigem apenas acompanhamento periódico. (CNN)
Recontagem de votos
A Justiça Eleitoral determinou a recontagem dos votos para vereador em Reserva do Cabaçal (MT), após fraude na cota de gênero. A chapa do MDB foi cassada, e dois vereadores eleitos perderam os mandatos. A nova totalização será feita no dia 19 de setembro. (G1)
Fim da greve no serviço de emergência
Após 15 horas de paralisação, operadores dos números de emergência 190 (Polícia Militar), 193 (Corpo de Bombeiros) e 197 (Polícia Civil) encerraram a greve em Mato Grosso. O movimento começou na madrugada de quarta-feira (17) devido a atrasos de 11 dias no pagamento de salários e benefícios. Segundo o Sinttel-MT, 67 funcionários terceirizados participaram da paralisação. O fim da greve foi aprovado em assembleia após o pagamento integral dos salários e do vale-alimentação. (Primeira Página)
Catadores cobram coleta seletiva
Catadores de recicláveis protestaram na prefeitura de Cuiabá cobrando o cumprimento do acordo firmado com a Coopervida. O termo previa a construção de um barracão, capacitação, estruturação da cooperativa e entrega de 50 moradias. Um ano após o curso de formação, nenhuma promessa foi cumprida. Hoje, 98 catadores seguem vinculados à Coopervida. (G1)
UFMT cria espaço para acolher vítimas de violência
Após uma série de casos de importunação sexual, assédio e até morte, a UFMT inaugurou uma ala especial para atender vítimas de crimes sexuais. Segundo a secretária de Direitos Humanos da universidade, professora Onice Teresinha Dall’Oglio, o espaço foi criado para oferecer acolhimento inicial, escuta qualificada e encaminhamentos às vítimas, incluindo professores, servidores e terceirizados. (G1)
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Nova variante da Covid-19 acende alerta
A chamada “variante da rouquidão” preocupa autoridades de saúde no Brasil após a primeira morte confirmada no Piauí. Em Mato Grosso, já foram registrados 11.519 casos de Covid-19 neste ano, com 23 óbitos. Apenas na primeira semana de setembro, o estado somou 52 novos casos, média de 7,4 por dia. Segundo boletim da Fiocruz, Mato Grosso está entre as unidades da federação com aumento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ligada à covid-19. Além da rouquidão, a variante provoca cansaço intenso, tosse seca e dor de garganta persistente. (Gazeta)
Meio Ambiente
Município é obrigado a implantar rede de esgoto
A Justiça Federal em Diamantino condenou a União, o estado de Mato Grosso e o município de Barra do Bugres a concluir as obras do sistema de tratamento de esgoto da cidade. A ação foi movida após o Ministério Público Estadual constatar, em 2009, que o esgoto era despejado “in natura” nos rios Paraguai e Bugres, sem qualquer tratamento, causando graves danos ambientais. Segundo o juiz federal Mauro César Garcia Patini, embora o saneamento básico seja de responsabilidade do município, a omissão dos demais entes não os isenta das obrigações. (SJMT)
Incêndios florestais são controlados
O Parque Estadual da Serra Azul e a Serra do Roncador, em Barra do Garças (a 637,6 km de Cuiabá), estão sendo monitorados, segundo o corpo de bombeiros. A chuva registrada na região ajudou a aumentar a umidade do solo e facilitou o trabalho no combate aos focos de calor. No Parque Serra Azul, duas aeronaves seguem em operação, além das equipes em solo. Já na Serra do Roncador, uma aeronave e brigadistas continuam mobilizados. (CBMMT)
Economia
Milho tem colheita recorde
Mato Grosso encerrou a colheita da segunda safra de milho 2024/25 com 55,1 milhões de toneladas, alta de 12,9% em relação ao ciclo anterior e novo recorde, segundo a Conab. A área plantada também cresceu, chegando a 7,28 milhões de hectares, aumento de 3,3%. O resultado foi impulsionado principalmente pelas condições climáticas favoráveis, com boa distribuição das chuvas. Sozinho, o estado responde por 49% de todo o milho de segunda safra colhido no Brasil. (Agro Olhar)
Banco Central mantém juros em 15%
O Copom voltou a manter a taxa Selic em 15% ao ano, no maior nível desde 2006. Esta é a segunda vez que o Banco Central opta pela manutenção após encerrar o ciclo de alta em julho. A autoridade monetária já havia sinalizado que pretendia sustentar os juros em “patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”. A decisão acompanhou as projeções do mercado, que estima o início da redução apenas em 28 de janeiro de 2026. (CNN)
Leilão da subestação Cuiabá Norte adiado para 2026
A Aneel aprovou a retirada de cinco lotes da MEZ Energia do leilão de outubro e transferiu os contratos para março de 2026. O Ministério de Minas e Energia pediu mais tempo para negociar uma solução no TCU. Os projetos, arrematados em 2020 e 2021 pela família Zarzur, nunca saíram do papel em SP, MT e MS. Um dos lotes é para construir a subestação Cuiabá Norte e outras instalações de transmissão no estado para assegurar fornecimento adequado e evitar problemas de abastecimento nos próximos anos. (Folha SP)
Greve na Embraer
Metalúrgicos da Embraer em São José dos Campos iniciaram greve pedindo 11% de reajuste, vale-alimentação de R$ 1 mil e convenção coletiva que assegure estabilidade no emprego. A empresa disse que a paralisação surpreendeu e que as negociações continuam. Na última oferta, propôs reajuste de 5,5% e aumento de 12,5% no vale para salários até R$ 11 mil. O sindicato contesta ainda a proposta da Embraer de reduzir o período de estabilidade em casos de doença e acidente. (O Globo)




