Senadores de MT assinam pedido de CPI do Banco Master
Por Adriana Mendes e Isabella Prado
Os três senadores de Mato Grosso – Margareth Buzetti (PP), Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (União) – assinaram o requerimento para a criação de uma CPI destinada a investigar a atuação dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso envolvendo o Banco Master. O pedido foi protocolado na segunda-feira (9) pelo senador Alessandro Vieira (MDB) após conseguir apoio de 35 senadores.
A senadora Margareth Buzetti defendeu a investigação, afirmando que a situação gera insegurança jurídica para a população. “Nós precisamos investigar, sim, a relação de cada ministro, cada senador e cada deputado, sem blindar autoridade. Ninguém está acima da lei”, afirmou.
O senador Jayme Campos não apareceu inicialmente na lista de signatários. Ele informou que estava no interior nesta segunda-feira, mas que já havia pedido para incluir sua assinatura no requerimento.
“Vamos aguardar. CPI começa sem saber como termina. É preciso apurar tudo e passar a limpo para esclarecer a opinião pública brasileira”, declarou Jayme Campos.
Já o senador Wellington Fagundes apontou indícios de ligação entre diferentes frentes do caso. “Um aspecto já está provado, está entrelaçado a questão do consignado, a questão da Previdência e também todo o escândalo financeiro. Isso está claro”, disse o senador no último sábado, declarando que o escândalo deve “abalar ainda mais o sistema financeiro”.
A CPI pretende investigar possíveis relações pessoais ou financeiras entre os ministros e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do banco, além de eventuais reflexos dessas relações na atuação dos magistrados. Entre os pontos citados no requerimento estão a participação de Toffoli em empreendimento turístico ligado ao grupo de Vorcaro, o Resort Tayayá, e um contrato de honorários de cerca de R$ 3,6 milhões por mês firmado com a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes.
Para Alessandro Vieira, a dimensão institucional do caso exige apuração transparente por parte do Congresso, como forma de recuperar a confiança da população nas instituições.
A criação da comissão de inquérito, no entanto, depende do aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União- AP), que tem resistido a instalar uma CPI sobre o tema. Uma comissão mista (Senado e Câmara) já tem assinaturas, mas está sem perspectiva de ser instalada.
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