Pivetta impõe derrota a Mauro Mendes após operação da PF

Foto: Divulgação
A Operação Heritage, da Polícia Federal, que apura um suposto desvio de R$ 308 milhões em um acordo entre o governo de Mato Grosso e a Oi, já derrubou peças na campanha de Otaviano Pivetta (Republicanos) e no primeiro escalão do governo. São três os citados na investigação e alvos de medidas cautelares: o deputado federal Fábio Garcia (União), o ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho e o ex-procurador-geral do Estado, Francisco Lopes.
Fábio Garcia renunciou à vaga de vice. Ele justificou a saída pelas restrições impostas pelo ministro Flávio Dino, do STF, no âmbito da investigação: a medida o impede de manter contato com o ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado e também investigado. “Eu e o governador Mauro Mendes, pela decisão do ministro, não podemos nos comunicar, portanto não podemos estar no mesmo local, e isso impõe a todos nós uma dificuldade de poder tocar a campanha”, justificou Garcia.
Visivelmente desconfortável, Pivetta afirmou ter certeza de que “muitos” dos investigados são inocentes e reafirmou a confiança em seu grupo. Publicamente, pela primeira vez, em defesa dos aliados. No entanto, com a troca do vice demonstra que também pode tomar as rédeas da campanha.
Derrota para Mauro Mendes, que tem Fábio como seu pupilo político. No anúncio, Pivetta demonstrou desconforto e declarou estar “triste”. Poucas horas depois, anunciou a nova vice: a suplente de deputada federal Gisela Simona, indicada pelo União Brasil.
“Eu não desperdiço porta aberta”, declarou Gisela ao ser anunciada. O perfil está alinhado aos interesses de Pivetta: atuação em pautas voltadas às mulheres e eleitorado forte na baixada cuiabana. (Eh Fonte)
Artigo: Tem gente que vale um pequi roído (Fátima Lessa)
Mauro Carvalho deixa Casa Civil
Após pressão de Pivetta, Mauro Carvalho comunicou sua renúncia ao comando da Casa Civil. Ele negou que recursos do acordo firmado com a Oi tenham sido utilizados em benefício próprio ou de sua família. Em carta publicada nas redes sociais, também manifestou solidariedade ao ex-procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, e a Fábio Garcia, ambos citados na operação e alvo de medidas cautelares.
Adjaime Ramos de Souza é o novo secretário-chefe da Casa Civil. Atuando na pasta desde 2019, ele traz no currículo a experiência recente de ter comandado a secretaria de forma interina entre 1º e 14 de abril deste ano. (MidiaJur/Olhar Direto)
Lula nomeia aliados para cargos com extra de até R$ 31 mil
O governo Lula indicou 28 novos membros para conselhos de administração de estatais em abril e maio, após mudanças ministeriais. Entre eles estão assessores, secretários e aliados de ex-ministros. Outros 61 cargos permanecem vagos. Na função, os conselheiros receberam até R$ 31 mil em um único mês em honorários. Somados aos salários, os valores superam o teto do serviço público, de R$ 46,3 mil. Para o professor do Insper Sergio Giovanetti Lazzarini, indicações de pessoas próximas ao governo podem abrir espaço para uso político das estatais e prejudicar a gestão técnica. (Folha SP)
Michelle e Flávio selam reconciliação
Michelle Bolsonaro reencontrou o enteado, Flávio Bolsonaro, pela primeira vez desde a crise na montagem da campanha presidencial. Após conversarem e orarem juntos, a ex-primeira-dama afirmou que “colocamos uma pedra” sobre o desentendimento e disse que pretende participar da campanha, principalmente pelas redes sociais, enquanto mantém a rotina de cuidados com Jair Bolsonaro. (O Globo)
Reconstrução do Shopping Popular
A Câmara de Cuiabá aprovou, em regime de urgência, o projeto que concede à Associação dos Camelôs do Shopping Popular o direito de usar a área onde funcionava o centro comercial por 30 anos. Pelo projeto, a associação poderá construir, reconstruir, administrar e explorar economicamente o Shopping Popular e o estacionamento durante o período da concessão. A medida busca garantir segurança jurídica para a reconstrução do empreendimento, destruído por um incêndio em 2024. A matéria segue para sanção. (Olhar Direto)
Cuiabá veta caderneta do SUS
A prefeitura de Cuiabá proibiu a distribuição da Caderneta da Gestante 2026, do Ministério da Saúde, na rede pública municipal. A decisão, proposta pela vereadora Samantha Iris, critica o uso do termo “pessoa que gesta” e os conteúdos sobre gestação de homens trans e aborto legal. O município informou que disponibilizará material próprio com orientações sobre pré-natal, parto, puerpério e direitos das gestantes. (G1)
INSS amplia lista de condições que dispensam carência
O Ministério da Previdência Social incluiu a gestação de alto risco na lista de condições que dão direito ao auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, sem a exigência da carência mínima de 12 contribuições à Previdência Social. Com a inclusão, subiu para 18 o número de doenças e condições que dispensam o cumprimento da carência mínima para a concessão do benefício. Veja a lista completa. (G1)
VG suspende férias de servidores da Saúde
A crise financeira na prefeitura de Várzea Grande levou à suspensão temporária, por 180 dias, das férias dos servidores da Secretaria Municipal de Saúde. A medida é um dos desdobramentos da situação de calamidade decretada pela prefeita Flávia Moretti (PL) em toda a administração pública municipal e no Departamento de Água e Esgoto (DAE). (Gazeta)
Terremoto na Colômbia, mais de 250 mortos
O número de mortos pelo terremoto que atingiu a Colômbia subiu para 254 na terça-feira (11), segundo a Reuters. Grande parte das vítimas está concentrada na região metropolitana de Pereira, na principal área produtora de café do país. A cidade de Cali também sofreu graves danos. Equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes entre os escombros de prédios.
A Conmebol remarcou os jogos das equipes colombianas pelas competições sul-americanas. Pela Libertadores, Tolima e Independiente del Valle se enfrentam nos dias 18, em Ibagué, e 25, em Quito. Na Sul-Americana, Santa Fé e River Plate jogam nos dias 19, em Bogotá, e 26, em Buenos Aires. (Folha SP/GE)
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Meio Ambiente

Foto reprodução/JH
Fogo causa danos e prejuízos no norte de MT
Um incêndio florestal que atinge o norte de Mato Grosso há quase duas semanas já consumiu cerca de 20 mil hectares de vegetação, principalmente na região de Nova Santa Helena. As chamas avançam entre os municípios de Marcelândia, Cláudia e Nova Santa Helena, provocando danos ambientais, prejuízos a propriedades e à rede elétrica, além de afetar a saúde dos moradores e reduzir a visibilidade nas estradas. Mato Grosso lidera o número de focos de calor no país em 2026, com 4.326 registros desde janeiro, sendo 582 apenas em agosto, segundo o Inpe. (JH)
Economia
MT tem terceira maior alta da indústria em junho
Na contramão do Brasil, que registrou queda de 1,8% na produção industrial em junho, Mato Grosso teve alta de 1,6%, a terceira maior do país, atrás do Rio Grande do Sul (3,7%) e da Bahia (2,7%), segundo o IBGE. Na comparação com junho de 2025, a indústria mato-grossense cresceu 6,1%, acima da média nacional de 1,7%. No acumulado de janeiro a junho, a alta foi de 4,1%. Apesar dos resultados positivos, a média móvel trimestral da indústria mato-grossense recuou 2,3% em junho, uma das quedas mais acentuadas. (IBGE)
Ampliação na plantação de eucalipto
A Girassol Agrícola, de Rondonópolis (MT), planeja ampliar de 10,5 mil para 14 mil hectares sua área de eucalipto, atraída pela maior rentabilidade da cultura e pela crescente demanda por biomassa. Em Mato Grosso, o consumo de biomassa deve saltar de 6,2 milhões de toneladas para 10 milhões até 2030, impulsionado pelas usinas de etanol e pela futura restrição ao uso de madeira de desmatamento. (Estadão SP)
Despesas do governo pressionam dívida pública
A despesa financeira do governo federal chegou a R$ 149 bilhões no primeiro semestre de 2026, o equivalente a 1,09% do PIB. O valor se aproxima dos R$ 161 bilhões gastos durante todo o ano de 2025. As despesas incluem fundos e linhas de crédito para programas como o Minha Casa, Minha Vida, além de repasses ao BNDES. Economistas alertam que o aumento desse montante pressiona a dívida pública. O Ministério da Fazenda justifica que as despesas estão previstas no Orçamento. (O Globo)
Inflação de julho é a menor em quatro anos
O IPCA desacelerou para 0,07% em julho, após alta de 0,16% em junho. Segundo o IBGE, a queda nos preços de alimentos e combustíveis ajudou a puxar o índice para baixo. A taxa é a menor registrada em julho desde 2022. No acumulado de 12 meses, o IPCA ficou em 4,44%, abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo Banco Central. (Folha SP)


