COLUNA

Adriana Mendes

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Informações de política, judiciário e meio ambiente.

Jayme Campos é nocauteado por Mauro Mendes

Foto: Divulgação

O senador Jayme Campos (União), que durante meses trabalhou para viabilizar sua candidatura ao governo, foi derrotado na convenção do partido e está fora da disputa. Jayme recebeu 19 votos dos convencionais, contra 30 do grupo liderado pelo presidente estadual da legenda, o ex-governador Mauro Mendes, que defendeu o apoio à reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos).

Após a divulgação do resultado, o senador saiu atirando. “Eu nunca vi, em toda minha vida e nas eleições que disputei, uma convenção conduzida de tal forma draconiana, ou seja, desigual e desonesta”, desabafou. Jayme disse que respeita o resultado, mas afirmou que “venceu o rolo compressor” e sugeriu que prevaleceu o “poderio econômico, contra o qual não havia como competir”.

Para o senador, a convenção não foi republicana nem transparente. Segundo ele, houve acordos “feitos na calada da noite”, o que comprometeu a lisura do processo interno do partido.

A decisão consolida o palanque unificado entre União Brasil, PP e Republicanos para a campanha de Pivetta e também fortalece o grupo de Mendes. A família Campos, que perdeu a última eleição em Várzea Grande, amarga mais uma derrota. O irmão, deputado estadual Júlio Campos, defendeu “esfriar a cabeça para decidir o posicionamento político”.

Jayme, que chegou à convenção esbanjando confiança, tentou não demonstrar abatimento com o resultado. No entanto, emocionou-se ao agradecer o deputado Dilmar Dal Bosco, líder do governo na Assembleia Legislativa, chamando-o de “irmão”. Durante a convenção, ao lado de Mauro Mendes, Dilmar acusou de traição integrantes do partido que defendiam o apoio a Pivetta, provocando a reação do ex-governador.

Derrotado dentro do próprio partido, Jayme já começou a ser assediado. Recebeu um convite público do deputado Wilson Santos para apoiar a candidatura de Natasha Slhessarenko (PSD). O próximo movimento do senador é uma incógnita. Mas uma coisa é certa: sem Jayme no páreo, a eleição pode ser decidida no primeiro turno.

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