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MP abre inquérito e questiona permanência de Silvio Fidelis em VG

Por Adriana Mendes 

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou um inquérito civil para investigar um suposto esquema de fraude e superfaturamento no transporte escolar de Várzea Grande, com prejuízo estimado em R$ 6,2 milhões aos cofres públicos. O caso, revelado pelo eh fonte, envolve o atual secretário de Governo, Silvio Aparecido Fidelis, ex-secretário municipal de Educação.

A investigação apura indícios de conluio entre empresas, falhas na execução do contrato e possível omissão da prefeitura, que teria mantido a contratação mesmo após alertas da Controladoria-Geral do Município sobre a precariedade da frota, incluindo veículos com cintos de segurança inoperantes e extintores vencidos.

O eh fonte mostrou a contradição na postura da prefeita Flávia Moretti. Em outubro de 2025, ela determinou o envio do relatório contra o ex-secretário da gestão Kalil Baracat (MDB) ao Tribunal de Contas do Estado e ao Ministério Público. No entanto, dois meses depois, nomeou Fidelis como articulador político na Secretaria de Governo. À época, aliados da própria prefeita reagiram negativamente. A missão de Fidelis é fortalecer a articulação com a Câmara Municipal, apontada como um dos principais entraves da gestão em Várzea Grande.

Na notificação, a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello recomenda que o município avalie medidas para ressarcimento do prejuízo ao erário e eventual responsabilização dos envolvidos por improbidade administrativa. O órgão também chama atenção para a nomeação de Fidelis, em razão de ele ter sido citado em apontamentos relacionados ao contrato enquanto esteve à frente da pasta da Educação em gestões anteriores. A ação pública foi movida pelo advogado Juliano Brustolin.

O documento destaca que o atual secretário de Governo é investigado por possível omissão diante das irregularidades apontadas e menciona que ele já foi condenado em ação civil pública relacionada à gestão da antiga Fundação de Promoção Social (Prosol), envolvendo despesas realizadas “sem respaldo contratual regular”.

A promotora ressalta ainda que a Prefeitura teve ciência formal das irregularidades em outubro de 2025, mas teria permanecido inerte, conduta que pode configurar improbidade administrativa por omissão.

A administração municipal tem prazo de 10 dias para responder ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação e as medidas adotadas. O descumprimento poderá subsidiar novas medidas administrativas e judiciais, inclusive eventual responsabilização da prefeita Flávia Moretti.

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