Ex-deputado considerado ‘fantasma’ da ALMT tem recisão de R$ 55 mil
Por Adriana Mendes
O ex-deputado Ulysses Lacerda Moraes (Podemos) foi nomeado para um novo cargo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) antes de ser exonerado. Ele foi apontado como ausente do trabalho e não registrava ponto. Embora os atos oficiais tenham sido assinados com a data de 26 de maio e publicados no início de junho, o Portal da Transparência da Casa informa pagamentos referentes à nova função, com uma rescisão bruta de R$ 55 mil.
O ex-servidor foi nomeado para o cargo de superintendente de Relações Internacionais, lotado no gabinete da Presidência. Antes disso, estava vinculado à Secretaria de Controle Interno.
O ato foi publicado no Diário Oficial e assinado pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), e pelo primeiro-secretário, deputado Dr. João (MDB).
Dados do Portal da Transparência indicam que, embora a nomeação para a nova função só tenha sido publicada no fim de maio, o ex-deputado recebeu salário pelo cargo desde janeiro. Também constam nos registros pagamentos de férias e verbas rescisórias após a exoneração.
No início da semana, o presidente da Casa, que é do mesmo partido do servidor exonerado, afirmou estar “muito tranquilo” em relação ao caso, divulgado pelo jornal A Gazeta. Ulysses foi eleito deputado estadual pelo DC em 2018, mas depois não se reelegeu.
“Ele que pediu para sair. Já mandei os encaminhamentos para o setor de recursos humanos da Casa”, afirmou.
Desde 2023, Ulysses estava lotado no setor de controle interno da Assembleia. Ele recebia salário de R$ 19 mil na função.
Após a divulgação de que o ex-deputado não tinha registro de ponto e realizava, em horário de expediente, atividades políticas em defesa do bolsonarismo, o caso ganhou repercussão. O deputado Júlio Campos (União) defendeu a exoneração do servidor.
Ulysses tem 899 mil seguidores nas redes sociais e também é pré-candidato a deputado estadual pelo Podemos. Em 2022, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PTB, mas não foi eleito.
Procurada, a assessoria da ALMT não de manifestou.
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