Piivetta define vice e Max Russi muda roteiro

Partidos definem candidatos para disputa ao governo. Foto: montagem IA

Por Fátima Lessa

Na reta final das convenções, a política mato-grossense passou a ser medida em horas. Há poucos dias, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) defendia publicamente o nome de Janaina Riva (MDB) para a vice. Neste domingo, a deputada confirmou sua candidatura ao Senado na chapa liderada pelo PL. Já nesta segunda-feira, Pivetta apresentou Fábio Garcia como companheiro de chapa, indicado pelo ex-governador Mauro Mendes. Os bastidores, então, trataram de produzir novas versões para explicar o que havia mudado.

Mais do que uma simples troca de nomes, o episódio revelou como, na reta final das convenções, as narrativas mudam quase na mesma velocidade das alianças.

Passou a circular, por exemplo, a versão de que Pivetta teria resistido à indicação de Janaina Riva para compor a chapa governista, defendida por setores do agronegócio. A narrativa, entretanto, contrasta com declarações públicas do próprio governador, que, nas últimas semanas, afirmou, em mais de uma ocasião, que gostaria de ter a deputada como candidata a vice. Fontes ouvidas pela reportagem sustentam que a resistência ao nome de Janaina partiu de Mauro Mendes.

Enquanto isso, a Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade, decidiu não lançar candidatos ao governo nem ao Senado. A federação homologou apenas a chapa de candidatos a deputado federal e anunciou apoio à candidatura de Janaina Riva ao Senado. Com isso, a tendência é de alinhamento ao projeto do senador Wellington Fagundes (PL), que, curiosamente, continua sendo o único entre os principais candidatos ao governo que ainda não anunciou oficialmente o nome do companheiro de chapa.

A terça-feira será decisiva para o desenho final das alianças. Além da convenção do Republicanos, que deverá oficializar a chapa de Otaviano Pivetta e Fábio Garcia no Ginásio Dom Aquino, o MDB reúne seus filiados na Musiva para homologar suas candidaturas e definir seu posicionamento na disputa estadual. O Podemos, presidido pelo deputado Max Russi, também realiza sua convenção cercado de expectativas, diante das articulações das últimas semanas e das especulações sobre o papel que a legenda poderá desempenhar na composição das chapas majoritárias.

A escolha da Musiva para sediar a convenção do MDB também chamou a atenção nos bastidores. O espaço é ligado ao empresário Elson Ramos, cujo nome passou a ser citado nas últimas horas como possível vice de Wellington Fagundes, embora nenhuma definição tenha sido anunciada. Outro nome cotado para vice de Fagundes é o Marcelo Maluf, do Novo.

E, como os bastidores nunca tiram folga, novas especulações surgiram ao longo do dia. Entre elas, a de que o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, estaria articulando uma candidatura própria do Podemos ao governo na véspera da convenção. Até o fechamento desta edição, porém, nenhuma dessas movimentações havia sido confirmada oficialmente.

No fim das contas, uma certeza já pode ser registrada: nesta eleição, uma informação dificilmente sobrevive ao amanhecer sem precisar de atualização.

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