COLUNA

Sônia Zaramella

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Relatos e fatos, pessoais ou não, do passado e do presente de Cuiabá e de Mato Grosso.

Mais uma Copa na vida de uma fã de futebol

Foto: CBF

Daqui a duas semanas vai começar a Copa do Mundo de 2026. Para quem já acompanhou muitas, o que é o meu caso, uma ‘esperança realista’ peleja em se instalar, nesses dias que antecipam os jogos da seleção brasileira, na mente e no coração desta torcedora que não desiste de sonhar com o hexacampeonato. Porém, por ora, o cenário segue incerto.

A começar pela ausência dos craques. Cadê? De todo modo, com eles ou sem eles, o Brasil espera pelo hexacampeonato mundial há exatos 24 anos. O último título da Seleção Brasileira foi em 2002, no Japão. Todavia, sigo convicta que futebol é esporte, é diversão, é lazer, é emoção e, assim, não me furto de torcer mesmo considerando esse ‘tempo de seca’ da seleção.

Olhando para trás, minhas memórias de infância e adolescência em Cuiabá me conduzem às seleções de 58, 62 e 66, via transmissões de rádio. Meu pai ouvia tudo. E eu e meus irmãos seguíamos junto com ele. Na juventude, a de 70, ganhou concretude porque foi a primeira que vi pela tevê em tempo real. Também porque recepcionei o time campeão (com Pelé e companhia) na chegada ao Brasil, em Brasília.

Para mim, a Copa de 70 é inesquecível. A de 74 acompanhei, ainda em Brasília, quase formada em jornalismo, da redação da Sucursal do Jornal do Brasil, onde fazia estágio. Não foi aquela do carrossel holandês? Terrível. A de 78 me pegou com um bebê de meses (Bianca). Foi igualmente apavorante. Essa Copa foi comprada pela Argentina.

A seleção brasileira da Copa de 82, aclamada por muitos de minha geração, foi sensacional. A nossa derrota para a Itália naquele Mundial foi tão avassaladora que, no dia seguinte à saída do Brasil da disputa, 6 de julho de 1982, meu filho Bruno nasceu, também lá em Brasília. Emoção (ou raiva) demais apressou o parto. Tudo bem, Bruno nasceu lindo.

Já de volta à Cuiabá, as Copas de 86 e 90 não me marcaram tanto, ao contrário da Copa de 94, quando o Brasil foi tetracampeão em cima da mesma Itália que nos derrotou em 82. A Copa de 98 foi aquela tristeza, com Ronaldo irreconhecível na final e o Zidane fazendo a festa para a seleção da França.

Mas chegou 2002 e a alegria voltou. Substituindo o churrasco e a cerveja por um farto café da manhã, lá estávamos eu e o meu marido José Luiz, nas madrugadas, em frente à televisão, assistindo aos jogos da seleção brasileira no Japão e na Coreia do Sul. Só festa com a conquista do pentacampeonato.

Na expectativa do hexacampeonato passaram as Copas de 2006 a 2022, como já mencionei. Sobrou frustração! Mas um fato novo surgiu em 2014. Minha cidade foi sede da Copa naquele ano. Muita empolgação, animação. Ao final, assisti a quatro jogos de seleções estrangeiras na minha terra natal, recebi torcedores chilenos em casa, mas o Brasil perder para Alemanha por 7×1 foi traumatizante.

Concluído meu retrospecto, destaco agora, sobre a Copa 2026, as seguintes informações: o Mundial começa em 11 de junho e será uma edição histórica, a primeira realizada em três países- sede simultaneamente – Estados Unidos, México e Canadá.  O torneio conta com 48 seleções divididas em 16 cidades-sede espalhadas pelos três países da América do Norte.

O pontapé inicial será no Estádio Azteca (México), com a partida entre México e África do Sul às 15h (horário MT). Nessa primeira fase da Copa, o Brasil está no Grupo C e jogará nos dias 13 de junho, Brasil x Marrocos (sábado, 18h – horário MT); 19 de junho, Brasil x Haiti (sexta-feira, 20h30 – horário MT); e 24 de junho, Escócia x Brasil (quarta-feira, 18h, horário MT).

A seleção brasileira, já escalada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, com 26 jogadores, se apresentou ontem, na Granja Comary, em Teresópolis, para iniciar a preparação em busca do sexto título mundial. No sábado, o grupo viaja para o Rio de Janeiro e, domingo, joga amistoso contra o Panamá, às 17h30(horário MT), no Maracanã.

Na condição de botafoguense que sou desde criancinha, e em tempos de Mundial, registro mais um incentivo que mantém viva em mim a torcida de sempre – o Botafogo segue sendo o time brasileiro que mais cedeu atletas para a seleção em Copas. Desta vez, o convocado foi o volante Danilo.

Agora que todas as cartas estão na mesa, nos resta torcer, com força e fé, para que o Brasil volte pra casa com a conquista do hexa!

Preparem a pipoca!

 

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