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O melhor de 2025 no eh fonte: temas que geraram debate

A indústria do autismo

O anúncio da criação de Casas do Autista em Cuiabá e Várzea Grande, em 2025, veio acompanhado de promessas de milhões em recursos públicos que até hoje não se concretizaram. Profissionais da saúde mental alertaram para o uso do aumento de diagnósticos de TEA como estratégia para atrair verbas. A fala atribuída a uma assessora municipal de Várzea Grande, sugerindo foco em laudos para captar investimentos, gerou forte reação entre técnicos e profissionais que atuam na área O debate colocado em pauta em março expôs a necessidade de critérios técnicos, cuidado contínuo e uso responsável dos recursos públicos. Leia aqui

Sou de MT, moro em MT

O uso indevido do artigo “o” antes do nome Mato Grosso foi tema da coluna, que abordou a questão como um problema linguístico e também de identidade cultural. Com apoio de gramáticos e estudiosos da língua portuguesa, o texto reforçou que o nome do estado não admite artigo, conforme a norma culta. A coluna destacou ainda o papel das redes sociais e da mídia nacional na disseminação do erro. Ao tratar do assunto, defendeu a valorização do patrimônio linguístico mato-grossense e a necessidade de resistência ao uso equivocado. Leia aqui.

 

Foto: Bruno Spada/Agência Câmara

Nós contra eles

A derrubada do decreto do IOF pelo Congresso impôs uma derrota política ao governo Lula e acirrou o embate institucional em 2025. Em reação, o governo lançou uma campanha publicitária e mobilizou aliados para expor que a maior carga tributária recai sobre a população de baixa renda. O aumento do IOF atingiria setores financeiros poderosos, como fintechs e apostas eletrônicas, que fizeram lobby contra a medida. O episódio escancarou a resistência do Congresso em taxar a alta renda e aprofundou o discurso de confronto entre interesses sociais e econômicos. Leia aqui.

 

PCH Colibri, do filho do governador

A Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Colibri, prevista para iniciar operação em fevereiro de 2027 no córrego Pratinha, em Santo Antônio do Leverger (MT), recebeu concessão de benefícios fiscais federais. O empreendimento foi enquadrado no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), garantindo isenção de PIS e Cofins e reduzindo significativamente os custos de implantação. Pertencente à Santo Antônio Energética SPE S.A., a PCH tem como diretor Luís Taveira Mendes, filho do governador Mauro Mendes (União), o que ampliou o debate público em torno do projeto. A usina foi originalmente idealizada pelo ex-bicheiro comendador João Arcanjo Ribeiro. Leia aqui.

Os escândalos do TJMT

Um episódio que ganhou destaque já no início do ano, na mídia nacional e local, foi o “vale-peru” de R$ 8 mil pago em dezembro de 2024 a todos os servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Após decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o benefício teve que ser devolvido. Os servidores tiveram que fazer o ressarcimento de forma parcelada.  

No primeiro ano da gestão do desembargador José Zuquim, veio à tona um desvio de cerca de R$ 21 milhões das contas do TJMT, apurado no esquema investigado pela Operação Sepulcro Caiado. A Polícia Civil de MT indiciou 11 pessoas, apontando “robustos indícios” de participação de empresários, advogados e servidores. O empresário e advogado João Gustavo Ricci Volpato é suspeito de liderar o esquema. O caso segue sob sigilo, sob a tutela do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Vídeos publicados pelo eh fonte mostram o governador Mauro Mendes, o procurador-geral Rodrigo Fonseca e outros integrantes do Ministério Público cantando juntos durante a confraternização. O MP, responsável por fiscalizar o governo estadual, já conduziu investigações de grande impacto em outras gestões, mas hoje enfrenta críticas de que atua como um “engavetador” de denúncias. Veja aqui.

 

Saiba quais foram os artigos mais lidos: 

O encontro de Rubens Paiva e Amílcar Lobo  (Martha Baptista)

Joias da sabedoria internacional mato-grossense (Fátima Lessa)

Ao mestre Anselmo, com carinho (Rodrigo Vargas)

 

Leia o QRCODE ou copie a chave pix: 48.890.006/0001-08

 

Saiba ainda ...

Foto: reprodução

Naufrágio no Lago do Manso

Camila Mazzaron relatou momentos de desespero ao sobreviver ao naufrágio no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães, neste domingo (28). O tempo mudou rapidamente e ventos fortes fizeram a embarcação virar, deixando a família à deriva. O filho de 6 anos conseguiu nadar até um condomínio para pedir ajuda e permitir o resgate da mãe e do bebê.  Camila foi encontrada à deriva, agarrada a uma espécie de flutuador. O pai, Lucas Yerdliska, e o piloto, Vando Celso Almeida Orro, estavam desaparecidos até o fechamento desta edição, e equipes da Marinha e do Corpo de Bombeiros continuam as buscas. (G1)

Caso Porto de Galinhas

O governo de Pernambuco disse estar acompanhando as agressões contra o casal de turistas de Mato Grosso em Porto de Galinhas e informou que 14 suspeitos já foram identificados e serão indiciados. A governadora Raquel Lyra classificou o episódio como crime grave e inadmissível. A Secretaria de Defesa Social investiga o caso e reforçou a segurança no local. Uma reunião com órgãos estaduais e a prefeitura de Ipojuca discutiu medidas para ordenar o comércio e evitar novas ocorrências. (Gazeta/G1)

Governo acumula déficit de R$ 83,8 bi

As contas do governo registraram o pior resultado para o período desde 2023. Só em novembro, o rombo foi de R$ 20,2 bilhões, desempenho também negativo em comparação ao ano anterior. O Tesouro prevê superávit de cerca de R$ 20 bilhões em dezembro, o que permitiria cumprir a meta fiscal. (G1)

Bolsonaro deve ter alta de 1º de janeiro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve passar o Ano Novo no hospital DF Star, em Brasília. A previsão é que ele tenha alta na quinta-feira, dia 1º de janeiro. Bolsonaro realizou mais um procedimento para tratar a crise de soluços. Quadro do ex-presidente é extremamente raro, segundo os médicos. (UOL)

Amazônia Legal registra mais fumantes; alerta inclui MT

A pesquisa “Mais Dados, Mais Saúde” revela que o tabagismo entre comunidades tradicionais da Amazônia Legal atinge 12%: o dobro da taxa entre os demais moradores. O isolamento geográfico, falhas na atenção básica e fatores culturais ampliam o risco, incluindo em MT, um dos nove estados da região. A falta de acesso a unidades de saúde e informação impede a prevenção e educação sobre riscos. (Folha SP)

E tem mais…

A PF ouve hoje Daniel Vorcaro e um diretor do Banco Central no Caso Master.  A delegada responsável pelo inquérito avalia se há divergências — e pode determinar acareação.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou o pedido para investigar o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa no âmbito do Caso Master. Na decisão, Gonet afirmou não haver indícios de atuação irregular por parte do ministro.